Perícia identifica irregularidades em van e caminhão após tragédia na GO-518
Redação Online
Publicado em 9 de julho de 2026 às 16:29 | Atualizado há 1 hora
Laudo aponta falhas, mas investigação aguarda reconstituição | Foto: Reprodução
A Polícia Científica concluiu o laudo pericial sobre o acidente entre uma van escolar e um caminhão boiadeiro na GO-518, em Córrego do Ouro, que matou cinco estudantes no início de junho. O documento identificou irregularidades nos dois veículos, mas não definiu as causas da colisão. Segundo a corporação, apenas uma reprodução simulada permitirá esclarecer a dinâmica do acidente.
Entre os principais apontamentos, o laudo registrou a ausência do número do chassi da carroceria do caminhão, situação que levanta indícios de possível adulteração. Os peritos também constataram que nenhum dos veículos possuía tacógrafo, equipamento responsável por registrar velocidade, tempo de condução e distância percorrida.
A investigação confirmou ainda que a van escolar não possuía autorização da Agência Goiana de Regulação (AGR) para realizar transporte intermunicipal de passageiros. O veículo também não estava cadastrado no órgão para prestar esse tipo de serviço, conforme apontou a fiscalização.
Apesar das irregularidades encontradas, a Polícia Científica informou que não há, até o momento, relação comprovada entre essas falhas e a causa do acidente. A reprodução simulada confrontará vestígios, danos, marcas na pista, depoimentos e demais elementos técnicos para esclarecer fatores como posição dos veículos, velocidade e possibilidade de evitar a colisão.
O acidente aconteceu na noite de 1º de junho, entre Córrego do Ouro e Buriti de Goiás. Cinco estudantes morreram após a colisão entre a van escolar e o caminhão carregado com 32 cabeças de gado. Outras sete crianças ficaram feridas, receberam atendimento médico e tiveram alta posteriormente.
Com a conclusão do laudo, o inquérito entra em uma etapa decisiva. Após a reconstituição dos fatos, a Polícia Civil deverá concluir a investigação e definir se haverá responsabilização criminal dos envolvidos.