EUA avançam com recomendação para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 15 de julho de 2026 às 13:33 | Atualizado há 2 horas
Donald Trump deve analisar recomendação sobre novas tarifas aplicadas a produtos brasileiros | Foto: SAUL LOEB/AFP
O governo dos Estados Unidos deu mais um passo no processo para impor tarifas sobre produtos brasileiros. Nesta quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) encaminhou à Casa Branca uma recomendação favorável à adoção das medidas, incluindo uma ampliação da lista de mercadorias atingidas, mas também com um número maior de exceções.
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De acordo com informações da CNN, o documento foi elaborado pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, autoridade responsável por coordenar a política comercial norte-americana. Nas últimas semanas, Greer já havia reconhecido que as conversas com representantes do governo brasileiro enfrentavam dificuldades e não registravam avanços significativos.
A decisão do órgão era aguardada para esta quarta-feira (15), quando também deveriam ser definidos os detalhes da medida, como o percentual da tarifa, a data em que ela passará a valer e a relação atualizada dos produtos que permanecerão livres da cobrança adicional.
Medida é resultado de investigação comercial
A recomendação enviada à Casa Branca é consequência de uma investigação iniciada pelo USTR em julho de 2025. Na ocasião, o órgão abriu um procedimento para avaliar denúncias de que determinadas práticas comerciais brasileiras estariam prejudicando empresas e exportadores dos Estados Unidos.
Após quase um ano de análise, o processo foi concluído em junho de 2026. O relatório final sugeriu a criação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações vindas do Brasil, sob o argumento de reduzir distorções na relação comercial entre os dois países e reequilibrar a balança de comércio.
Desde a divulgação dessa conclusão, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas na tentativa de evitar a implementação das novas tarifas. Apesar das tratativas, os dois países não chegaram a um entendimento, e o Palácio do Planalto já considerava provável que as medidas fossem confirmadas pelos Estados Unidos.