Nova tarifa dos EUA poupa centenas de produtos exportados pelo Brasil
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 24 de julho de 2026 às 15:15 | Atualizado há 43 minutos
Nova tarifa dos EUA deixa parte das exportações brasileiras fora da cobrança adicional de 12,5% | Foto: Reprodução
A nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos contra o Brasil não vai atingir todos os produtos brasileiros exportados ao país. Um anexo divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) retirou centenas de itens da cobrança adicional, incluindo produtos como carne bovina, suco de laranja, café, celulose e alumínio.
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Produtos brasileiros que ficaram fora da sobretaxa dos EUA
| Produtos isentos da sobretaxa dos EUA |
|---|
| Alumínio |
| Cobalto |
| Carvão |
| Madeira |
| Carne bovina |
| Couro |
| Borracha |
| Zinco |
| Nióbio |
| Petróleo bruto |
| Terras raras e minerais críticos |
| Trigo |
| Milho |
| Suco de laranja |
| Querosene |
| Mandioca |
| Açúcar |
| Cafés e chás |
| Hortaliças e legumes |
| Frutas e nozes |
| Feijões |
| Cacau |
| Fertilizantes animais |
| Insumos para defensivos agrícolas |
| Itens de celulose |
| Outros produtos |
A lista de exceções foi publicada logo após o anúncio da tarifa pelo governo de Donald Trump, que atribuiu a medida a uma suposta falta de ações dos países no combate ao trabalho forçado. O documento reúne os produtos que permanecerão fora da nova cobrança aplicada sobre mercadorias brasileiras.
A tarifa anunciada pelos Estados Unidos substitui a alíquota global temporária de 10% que estava em vigor anteriormente. A cobrança havia sido estabelecida pelo governo norte-americano após a Justiça dos EUA derrubar o chamado tarifaço de Trump.
Brasil passa a acumular tarifa de 37,5% sobre produtos atingidos
A cobrança definida pelos Estados Unidos também estabelece diferenças entre os países atingidos. Enquanto o Brasil ficou sujeito a uma tarifa adicional de 12,5%, algumas nações receberam percentuais inferiores após a análise do governo norte-americano sobre suas políticas relacionadas ao combate ao trabalho forçado.
Argentina, Canadá e Reino Unido foram enquadrados na faixa de 10%. Segundo a administração dos EUA, esses países apresentaram medidas consideradas adequadas para reduzir a entrada de produtos associados a práticas de trabalho forçado em suas importações.
A decisão norte-americana foi baseada em uma apuração iniciada em março pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O órgão utilizou como fundamento a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza investigações sobre condutas comerciais avaliadas pelos EUA como injustas ou discriminatórias.
Com a entrada em vigor da nova regra, o Brasil passa a enfrentar uma tarifa total de 37,5% sobre os produtos alcançados pela medida. A aplicação da nova cobrança começou nesta sexta-feira (24).