Cotidiano

Criminosos tentam extorquir famílias de pacientes em hospitais públicos de Goiás

Redação Online

Publicado em 28 de julho de 2026 às 15:50 | Atualizado há 2 horas

Criminosos usam falsas cobranças para tentar extorquir familiares de pacientes em hospitais públicos de Goiás | Foto: Reprodução
Criminosos usam falsas cobranças para tentar extorquir familiares de pacientes em hospitais públicos de Goiás | Foto: Reprodução

Familiares de pacientes internados em hospitais públicos de Goiás passaram a receber contatos de criminosos que se apresentam como profissionais das unidades de saúde, nas últimas semanas. Os suspeitos exigem pagamentos sob a falsa alegação de que exames, cirurgias, medicamentos ou outros procedimentos dependem da liberação de valores.

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), em Goiânia, confirmou ao menos três abordagens contra parentes de pacientes. No Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também reforçou o alerta após relatos de cobranças indevidas em nome da rede pública.

A Secretaria de Estado da Saúde esclareceu que os serviços oferecidos pelas unidades estaduais são integralmente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, hospitais públicos não solicitam depósitos, transferências, pagamentos via PIX ou dados bancários para liberar qualquer tipo de atendimento.

A assessoria jurídica do HGG formalizou a denúncia junto à Polícia Civil de Goiás, que iniciou a apuração do caso. A investigação busca identificar os responsáveis pelas tentativas de extorsão e verificar uma possível obtenção irregular de informações sobre pacientes e familiares.

As equipes de assistência social e recepção receberam orientação para reforçar os avisos durante o período de internação. As unidades também ampliaram a distribuição de materiais informativos para alertar acompanhantes sobre os métodos utilizados pelos criminosos.

A orientação é não realizar pagamentos nem fornecer informações pessoais ou financeiras diante de qualquer cobrança. Familiares devem guardar capturas de tela, números telefônicos, mensagens e chaves PIX utilizadas pelos suspeitos e registrar a ocorrência na Polícia Civil.


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