Caiado defende confisco de bens de agressores para beneficiar mulheres e filhos das vítimas de feminicídio
Redação Online
Publicado em 29 de julho de 2026 às 11:55 | Atualizado há 48 minutos
Candidato Ronaldo Caiado defende anistia a condenados do 8 de Janeiro e confisco de bens em sabatina do Metrópoles | Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, durante sabatina promovida pelo Metrópoles nesta terça-feira (28/07), que, se eleito, defenderá uma mudança na legislação para permitir o confisco do patrimônio de condenados por feminicídio e a destinação dos bens às vítimas ou, em caso de morte, aos filhos.
Ao abordar o enfrentamento ao feminicídio, Caiado afirmou que a responsabilidade “não pode ser repassada apenas para a segurança pública”, ao destacar que “mais de 70% dos feminicídios ocorrem dentro do domicílio”. Segundo ele, além da pena aplicada ao agressor, pretende transferir todo o patrimônio do condenado à mulher agredida. “Vou confiscar, vou tomar todos os bens daquele agressor, daquele canalha, covarde, e vou transferir os bens todos dele para aquela mulher agredida. E, se ela foi assassinada, para seus filhos”, declarou.
Durante a entrevista, conduzida pelos jornalistas Gabriel Buss e Felipe Salgado, Caiado reafirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. “Eu disse que vou fazer porque quero pacificar o país. Imediatamente vou encaminhar ao Congresso um projeto para que eu, credenciado pela população, eleito, eu vou pacificar o país”, afirmou.
O candidato acrescentou que a proposta também contempla o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Fui o primeiro no Brasil a dizer isso. Conversa minha não tem curva”, afirmou. Bolsonaro está em prisão domiciliar e cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista para tentar permanecer no poder após a derrota eleitoral de 2022.