Cotidiano

Chacina em Goiatuba: vínculos entre vítimas e suspeito entram no foco da investigação

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 30 de julho de 2026 às 09:57 | Atualizado há 2 horas

Polícia Civil investiga se o histórico de relacionamento entre uma das vítimas e o principal suspeito pode esclarecer a motivação da chacina em Goiatuba | Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Polícia Civil investiga se o histórico de relacionamento entre uma das vítimas e o principal suspeito pode esclarecer a motivação da chacina em Goiatuba | Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A investigação sobre a chacina que chocou Goiatuba, no sul de Goiás, na última terça-feira (28), avança à medida que novos detalhes sobre a vida das vítimas ajudam a reconstruir os acontecimentos que antecederam o crime. A Polícia Civil concentra parte da apuração nas relações pessoais entre os envolvidos, enquanto busca definir a motivação e a dinâmica do triplo homicídio.

Entre as vítimas está Jainy Barbosa Chaves, de 29 anos. Familiares confirmaram que ela mantinha um relacionamento com o engenheiro agrônomo Nathan Moraes Dutra Campos, de 35 anos. Os dois foram mortos durante o ataque, assim como Beatriz Soares de Souza, de 27 anos, amiga de Jainy.

De acordo com pessoas próximas à família, Beatriz não morava em Goiatuba. Ela teria viajado à cidade para passar alguns dias com a amiga e acabou sendo surpreendida pela violência. A presença dela no local é considerada circunstancial, mas integra a cronologia dos fatos levantada pelos investigadores.

Outro ponto que passou a integrar a investigação é o histórico de relacionamento de Jainy. Conforme relataram familiares, ela havia mantido um relacionamento com Leonardo José de Araújo, de 43 anos, apontado pela polícia como principal suspeito do crime. A relação, segundo essas informações, teria terminado aproximadamente dois anos antes da chacina.

Para os investigadores, compreender como essas relações evoluíram ao longo do tempo pode ser fundamental para esclarecer o que motivou o ataque. A polícia ainda trabalha para identificar se houve conflitos recentes, ameaças, desentendimentos ou qualquer outro fato que possa ter antecedido os homicídios. Até o momento, nenhuma conclusão oficial foi divulgada sobre a motivação.

Além dos depoimentos de familiares e pessoas próximas às vítimas, a Polícia Civil reúne laudos periciais, imagens, análises técnicas e outros elementos que possam ajudar a reconstituir os últimos momentos antes do crime. O objetivo é estabelecer uma sequência cronológica precisa dos acontecimentos e verificar se houve planejamento na ação.

O principal suspeito permanece sob custódia policial enquanto recebe atendimento médico em uma unidade hospitalar, já que também ficou ferido durante a ocorrência. A investigação prossegue e novas testemunhas continuam sendo ouvidas para confrontar versões e ampliar o conjunto de provas.

Embora a principal linha de investigação considere a ligação entre o suspeito e uma das vítimas, a polícia afirma que todas as hipóteses permanecem em análise. A corporação evita antecipar conclusões antes da conclusão do inquérito, destacando que a definição da motivação dependerá do cruzamento de depoimentos, perícias e demais evidências reunidas ao longo da investigação.


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