Sócios de Virginia na Wepink são investigados em apuração sobre lavagem de dinheiro
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de julho de 2026 às 16:50 | Atualizado há 41 minutos
Samara Pink, Thiago Stabile e Karen Mori estiveram ligados à trajetória da Pink Lash, empresa que antecedeu a Wepink | Foto: Reprodução/Instagram
A Polícia Civil de São Paulo incluiu Samara Cahanovich Martins, conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na Wepink, em uma investigação que apura uma possível ligação com um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.
As informações foram divulgadas pela Revista Piauí. A investigação busca esclarecer se recursos de origem ilícita teriam sido utilizados em diferentes negócios ligados ao setor de beleza, imóveis e empresas investigadas. Entre os empreendimentos analisados está a Pink Lash, marca de extensão de cílios que antecedeu a criação da Wepink.
Segundo a publicação, o delegado Renato Mazagão Junior, da Polícia Civil paulista, determinou diligências para localizar Samara e Thiago em 16 de julho. O casal deveria comparecer à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos para prestar esclarecimentos sobre a apuração.
Relação empresarial começou antes da Wepink
Antes da sociedade com Virginia Fonseca, Samara já tinha uma parceria empresarial com Karen Mori na Pink Lash. Segundo relato dado por Mori à Piauí, a aproximação começou quando ela era cliente de Samara, que realizava seus procedimentos de cílios.
Conforme a versão apresentada por Mori, as duas decidiram abrir uma sociedade e dividir a participação no negócio igualmente. Ela afirmou ter investido R$ 800 mil para a abertura da primeira loja da marca, inaugurada em 2017, no bairro Cambuci, em São Paulo.
Ainda segundo Mori, o dinheiro usado no início da empresa teria vindo da venda de um carro de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro, que morreu em 2018 enquanto respondia por envolvimento com organização criminosa.
A Pink Lash cresceu nos anos seguintes e passou a atender nomes conhecidos, incluindo Virginia Fonseca. De acordo com Mori, a aproximação entre a influenciadora e a empresa ocorreu pelas redes sociais, quando Virginia demonstrou interesse pelos serviços oferecidos pela marca.
Ela relatou que Samara e Virginia desenvolveram uma amizade e que a empresa chegou a enviar uma poltrona rosa como presente após a mudança da influenciadora para Goiânia, em 2020. Mori também afirmou que uma funcionária era enviada para realizar procedimentos em Virginia, com despesas de viagem custeadas pela empresa.
Sociedade mudou após criação da Wepink
A entrada de Thiago Stabile no negócio ocorreu em 2018, segundo informações do caso. O empresário, companheiro de Samara, teria participado da expansão dos empreendimentos ligados ao setor de beleza.
Posteriormente, Samara, Thiago e Virginia Fonseca passaram a integrar a sociedade da Wepink ao lado do empresário chinês Chaopeng Tan. Segundo Mori, a nova composição envolvia Samara e Thiago na área de marketing, Virginia na divulgação dos produtos nas redes sociais e Tan como responsável pelo investimento financeiro.
Mori afirmou que sua saída da sociedade ocorreu após a chegada dos novos parceiros. Segundo ela, recebeu a proposta de vender sua participação no negócio e deixou a empresa posteriormente.
A investigação também envolve a empresa KK Participações LTDA, aberta por Karen em 2018. Segundo a apuração divulgada pela imprensa, o empreendimento entrou na mira das autoridades por suspeitas relacionadas à movimentação de patrimônio e possível lavagem de dinheiro.
Além da investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo os sócios da Wepink, Virginia Fonseca também é alvo de apuração da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades em operações financeiras relacionadas a ela e empresas das quais participa.
Até o momento, os envolvidos não foram condenados, e as investigações continuam em andamento para esclarecer a origem dos recursos e eventuais responsabilidades.