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Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira flutuante no mar para evitar novas chegadas

Redação Online

Publicado em 1 de agosto de 2026 às 12:11 | Atualizado há 1 hora

Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira flutuante no mar para evitar novas chegadas a nado | Foto: Stringer
Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira flutuante no mar para evitar novas chegadas a nado | Foto: Stringer

A Espanha informou neste sábado (1º/08) que conseguiu interromper o fluxo de entrada de imigrantes em Ceuta e que a situação na cidade, território autônomo espanhol no norte da África, já está quase de volta ao normal. Segundo as autoridades espanholas, mais de 48 das 50 mil pessoas que entraram na cidade desde quinta (30/07) já retornaram ao Marrocos. O número de mortes durante a grande invasão subiu para pelo menos 67.

Após flagrar um movimento voluntário de retorno de alguns imigrantes ao Marrocos, a agência de notícias Reuters registrou alguns deles sendo escoltados até a fronteira pelo Exército espanhol neste sábado (01/08). Imagens também mostram soldados e policiais espanhóis patrulhando a praia de Tarajal, onde milhares de marroquinos chegaram a nado. Para evitar novas chegadas pelo mar, a Guarda Civil começou a instalar uma barreira flutuante de 500 metros. A barreira pneumática, juntamente com uma linha de boias navais ancoradas, foi projetada para ficar de 30 a 70 centímetros acima da água e se estender até um metro abaixo da superfície.

A Reuters conversou com dois homens que iniciavam o trajeto de retorno para casa e contaram que ficaram decepcionados ao encontrar muita hostilidade e falta de oportunidades. “Eu queria ter uma vida melhor, mas aqui só encontrei fome e miséria. Queria me juntar à minha mãe na Espanha. Tudo estava fechado, inclusive os cafés. Um cigarro custava 2 euros, uma baguete custava 3 euros. Isso é demais”, lamentou Brahim Karroubi. “Vou voltar. Não há nada para fazer aqui. Os habitantes de Ceuta nos trataram mal, estamos com fome. As lojas estão fechadas”, acrescentou Mohamed, de 27 anos.

Já os moradores de Ceuta se mostraram aliviados com a volta à normalidade, mas disseram que ainda se sentem inseguros após a grande invasão. Um deles afirmou que a chegada de 60 mil pessoas em menos de uma hora foi “inaceitável”. “Embora as coisas tenham se acalmado um pouco, Ceuta continua sendo insegura e ainda precisamos da polícia e dos militares, porque isso é um aviso de que eles podem nos invadir quando quiserem”, disse a garçonete Marina Castano, cujo bar reabriu neste sábado.

Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África. Junto com Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África. A cidade fica na costa do Mar Mediterrâneo, em frente ao Estreito de Gibraltar. Apesar de pertencer à Espanha há séculos, o Marrocos reivindica a soberania sobre o território, o que gera atritos diplomáticos recorrentes. Para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.


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