Economia

Opep+ aprova alta de 188 mil barris por dia na produção de petróleo

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 2 de agosto de 2026 às 14:26 | Atualizado há 52 minutos

Países da Opep+ decidem elevar a produção de petróleo e reforçam preocupação com a segurança do abastecimento mundial | Foto: Reprodução
Países da Opep+ decidem elevar a produção de petróleo e reforçam preocupação com a segurança do abastecimento mundial | Foto: Reprodução

A Opep decidiu elevar em 188 mil barris por dia a cota de produção de petróleo a partir de setembro de 2026.

Sete países do grupo Opep+ aprovaram o aumento de 188 mil barris por dia (bpd) na produção a partir de setembro. A decisão vale em relação aos ajustes voluntários adicionais anunciados em abril de 2023.

A reunião ocorreu por videoconferência neste domingo (2) com Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. O grupo informou que revisou as condições e as perspectivas do mercado global e disse que a medida busca apoiar a estabilidade do mercado de petróleo.

Aumento será dividido entre os países

Os países afirmaram que o aumento também abre espaço para acelerar a compensação de volumes produzidos acima do acordado. O comunicado reforça o compromisso de cumprir a Declaração de Cooperação, com monitoramento do Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial (JMMC).

Integrantes confirmaram que pretendem compensar totalmente qualquer volume superproduzido desde janeiro de 2024. A próxima reunião da Opep+ está marcada para 6 de setembro de 2026.

O ajuste anunciado distribui o aumento entre os países participantes. A Arábia Saudita e a Rússia ficam com mais 62 mil bpd cada; o Iraque, com mais 26 mil bpd; o Kuwait, com mais 16 mil bpd; o Cazaquistão, com mais dez mil bpd; a Argélia, com mais seis mil bpd; e Omã, com mais cinco mil bpd.

Preocupação com guerra e oferta global

A Opep está preocupada com ataques à infraestrutura de energia e com o impacto disso na oferta global. O comitê afirmou que recuperar ativos danificados até a plena capacidade é caro e demorado, o que afeta a disponibilidade geral de suprimentos.

O comunicado não detalha quais ataques motivaram o alerta, mas cita que o cenário ocorre em meio aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã. O JMMC também destacou a importância de proteger rotas marítimas internacionais para manter o fluxo ininterrupto de energia.

O comitê afirmou que ações que ameacem a segurança do fornecimento, seja por ataques à infraestrutura ou por interrupção de rotas marítimas, aumentam a volatilidade do mercado. O JMMC revisou os dados de produção de maio e junho de 2026 e disse ter observado a conformidade geral dos países participantes, além de reafirmar que seguirá monitorando a adesão aos ajustes de produção.

A próxima reunião do Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial está prevista para 4 de outubro de 2026. Mais cedo, a Opep+ já havia confirmado o aumento de 188 mil bpd a partir de setembro.


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