Federação PSOL-Rede oficializa Cíntia ao Senado e Patrick de Noronha como primeiro suplente em Goiás
Redação Online
Publicado em 2 de agosto de 2026 às 18:20 | Atualizado há 41 minutos
Cíntia Dias e Patrick de Noronha têm as candidaturas oficializadas pela federação Psol-Rede para disputar, respectivamente, o Senado Federal e a primeira suplência por Goiás nas eleições de 2026 | Foto: Divulgação
A Federação PSOL-Rede oficializou, na manhã deste domingo (02/08), a candidatura da presidente estadual do PSOL, Cíntia Dias, ao Senado Federal por Goiás. Na mesma convenção, Patrick de Noronha, da Rede Sustentabilidade, foi confirmado como primeiro suplente da chapa.
As decisões foram tomadas durante a convenção eleitoral conjunta da federação, realizada na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal no Estado de Goiás (Sinjufego), em Goiânia.
O encontro também confirmou a participação da Federação PSOL-Rede na coligação formada com a Federação Brasil da Esperança composta por PT, PCdoB e PV, além de PDT e PSB, para a disputa dos cargos majoritários nas eleições de 2026.
Aliança reúne sete partidos do campo progressista e deverá apresentar candidaturas ao governo, à vice-governadoria e às duas vagas de Goiás no Senado Federal.
Patrick de Noronha é confirmado como primeiro suplente
Confirmação de Patrick de Noronha como primeiro suplente garante à Rede Sustentabilidade participação direta na chapa ao Senado encabeçada por Cíntia Dias.
A escolha de seu nome foi aprovada durante a convenção da federação e integra o acordo político construído entre PSOL e Rede para ampliar a presença das duas legendas na disputa majoritária em Goiás.
Como primeiro suplente, Patrick de Noronha fará parte oficialmente da composição eleitoral e poderá assumir o mandato em caso de afastamento, licença, renúncia ou vacância da cadeira ocupada pela titular.
Indicação também reforça o espaço da Rede Sustentabilidade na articulação progressista formada em torno da chapa estadual e da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
Composição ainda deverá cumprir as etapas formais de registro perante a Justiça Eleitoral, dentro dos prazos estabelecidos pelo calendário eleitoral.
Lília Monteiro disputará uma vaga na Câmara dos Deputados
A convenção também homologou a candidatura da presidente estadual da Rede Sustentabilidade em Goiás, Lília Monteiro, a deputada federal.
Dirigente será um dos principais nomes da Rede na nominata proporcional da Federação PSOL-Rede para a Câmara dos Deputados.
Candidatura de Lília amplia a presença feminina na composição eleitoral da federação e coloca a direção estadual da Rede diretamente na disputa por uma das 16 cadeiras destinadas a Goiás na Câmara Federal.
Frente da legenda no Estado, Lília Monteiro participa das articulações para a consolidação da aliança entre os partidos progressistas e defende uma atuação política voltada à sustentabilidade, à participação das mulheres nos espaços de decisão e ao fortalecimento das políticas sociais.
Humberto Chaves representará o PSOL na disputa federal
Pelo PSOL, a federação oficializou ainda a candidatura de Humberto Chaves a deputado federal.
Professor, escritor, ativista social e presidente do PSOL em Aparecida de Goiânia, Humberto integrará a nominata da Federação PSOL-Rede para representar o partido na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Antes da convenção, Humberto havia colocado seu nome à disposição para a disputa ao Senado, mas retirou a pré-candidatura para apoiar a construção de uma candidatura unificada em torno de Cíntia Dias.
Com a homologação de seu nome para deputado federal, o dirigente passa a concentrar sua atuação na disputa proporcional, apresentando-se como um dos representantes do PSOL na chapa federal da federação.
União dos partidos progressistas
Segundo Cíntia Dias, a aliança representa a união dos partidos do campo progressista e das legendas que integram a base política do presidente Lula em Goiás.
Atualmente, a composição reúne PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede Sustentabilidade, PDT e PSB.
“É uma prova de que Goiás é um Estado progressista. Nós existimos aqui, somos resistência e também fazemos parte da potência deste Estado. Não é apenas o agronegócio que move a nossa economia. São os trabalhadores que estão na indústria, no campo, nas empresas e no mercado de trabalho”, declarou Cíntia.
Formação da frente partidária foi acompanhada pela retirada da pré-candidatura de Cíntia ao governo de Goiás. A dirigente passou a integrar a composição majoritária como candidata ao Senado.
Aliança deverá apoiar a candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno, do PT, ao governo de Goiás, tendo o advogado Carlos Mundim, do PDT, na disputa pela vice-governadoria.
Para Cíntia, a união das sete legendas permitirá a construção de um palanque eleitoral mais amplo para o presidente Lula no Estado.
“Integramos uma chapa forte e um palanque forte para o presidente Lula, contra a extrema direita. É isso que representa a união entre os partidos da frente democrática, que enfrentam o bolsonarismo e todos os retrocessos representados por esses setores”, afirmou.
Trajetória de Cíntia Dias
Cientista social, dirigente partidária, liderança classista e mãe de dois filhos, Cíntia Dias preside o PSOL em Goiás e acumula diferentes participações em disputas eleitorais no Estado.
Em 2022, concorreu ao governo de Goiás e terminou a eleição em quinto lugar, com aproximadamente 20 mil votos. Durante a campanha, ganhou projeção por sua participação nos debates entre os candidatos.
Cíntia também disputou vagas na Câmara Municipal de Goiânia nas eleições de 2012 e 2024. Foi candidata a deputada estadual em 2010 e a vice-governadora em 2014.
Como candidata ao Senado, afirma que pretende ampliar a representação dos trabalhadores, das mulheres, da população negra, das mães, da comunidade LGBTQIAPN+, dos jovens das periferias e dos grupos que ainda possuem presença insuficiente no Parlamento.
“Nosso compromisso é legislar para quem precisa. Queremos apresentar os nossos nomes, mostrar que existimos e trabalhar para transformar a realidade dos trabalhadores”, declarou.
Fim da escala 6×1
Entre as principais propostas apresentadas por Cíntia Dias está o fim da escala de trabalho 6×1, modelo no qual o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso.
Candidata defende a adoção de uma jornada 5×2, com dois dias semanais de descanso, como forma de proporcionar melhores condições de vida, convivência familiar e lazer à população trabalhadora.
“A nossa luta é pelo futuro da classe trabalhadora. Defendemos a redução da escala 6×1 para 5×2, para que as pessoas tenham mais tempo para suas famílias e para o lazer. É inadmissível a quantidade de horas de trabalho que vivemos atualmente”, afirmou.
Segundo Cíntia, a mudança ainda enfrenta resistência no Congresso Nacional por parte de deputados e senadores que, em sua avaliação, não estão comprometidos com as reivindicações da classe trabalhadora.
Definição da segunda candidatura ao Senado
Além da chapa formada por Cíntia Dias e Patrick de Noronha, a coligação deverá definir nos próximos dias o nome que concorrerá à segunda vaga de Goiás no Senado Federal.
Entre os nomes apresentados pelos partidos estão Isaura Lemos, do PSB, e Aldo Arantes, do PCdoB. A escolha dependerá de novas deliberações entre as sete legendas que integram a aliança.
Também deverão ser definidos os suplentes que integrarão a segunda candidatura ao Senado e os demais detalhes da composição majoritária.
Após a conclusão das negociações partidárias, todas as candidaturas aprovadas nas convenções precisarão ser registradas perante a Justiça Eleitoral.
A oficialização de Cíntia Dias ao Senado, de Patrick de Noronha como primeiro suplente e das candidaturas de Lília Monteiro e Humberto Chaves à Câmara dos
Deputados consolida a participação da Federação PSOL-Rede na chapa progressista e amplia a presença das duas legendas na disputa eleitoral em Goiás.