Daniel Vilela e Caiado selam acordo e escolhem ex-senador Luiz do Carmo para vice na disputa pela reeleição
Redação Online
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 10:46 | Atualizado há 2 horas
Daniel Vilela e Ronaldo Caiado selam a composição da chapa governista para as eleições de 2026, após acordo político que definiu Luiz do Carmo a vice | Fotos: Reprodução
O governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) encerraram, na noite de terça-feira (04/08), semanas de negociações e definiram o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) como candidato a vice-governador na chapa governista.
A decisão foi tomada poucas horas antes da convenção que oficializará a candidatura à reeleição de Daniel Vilela, nesta quarta-feira (05/08), a partir das 15h, e completa a composição da chapa majoritária. O evento será realizado no Centro de Convenções de Goiânia, na Região Central.

O anúncio põe fim a uma das principais disputas internas da base aliada. Embora o PSD concentrasse os favoritos para a vaga, o desfecho exigiu intensa articulação entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado. Nos bastidores, a avaliação predominante foi a de que Luiz do Carmo reunia melhores condições para ampliar o alcance político da chapa, especialmente junto ao eleitorado evangélico, segmento considerado estratégico na sucessão estadual.
Até os momentos finais, outros dois nomes permaneciam no páreo: o ex-secretário-geral de Governo Adriano Rocha Lima, um dos principais auxiliares de Caiado e integrante do núcleo mais próximo do ex-governador, e o ex-deputado federal José Mário Schreiner, liderança do agronegócio goiano e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
A disputa ganhou intensidade nas últimas semanas. Parte da base defendia Adriano Rocha Lima pelo perfil técnico e pela confiança construída ao longo das gestões de Caiado. Em outra frente, lideranças evangélicas intensificaram a mobilização em favor de Luiz do Carmo, ao argumentar que sua presença na chapa fortaleceria a interlocução com as igrejas cristãs e ampliaria a capilaridade eleitoral do projeto governista.

Pesou na decisão o entendimento de que deixar Luiz do Carmo fora da composição poderia provocar desgastes desnecessários junto a um segmento considerado decisivo na eleição. Também influenciou o movimento do Podemos, antiga legenda do ex-senador, que durante sua convenção condicionou o apoio ao projeto governista à presença de Luiz do Carmo na chapa majoritária.
Irmão do bispo Oídes do Carmo, presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos da Assembleia de Deus Madureira em Goiás e ex-deputado estadual, Luiz do Carmo chega à chapa respaldado por uma das mais influentes lideranças evangélicas do Estado. Sua indicação representa a aposta da base governista na consolidação desse eleitorado, sem abrir mão da aliança com o agronegócio e demais setores que sustentam o grupo político.

A trajetória política de Luiz do Carmo é diretamente ligada à de Ronaldo Caiado. Em 2014, foi escolhido como suplente na chapa ao Senado e assumiu o mandato em 2019, após a eleição de Caiado para o Governo de Goiás. Em 2022, abriu mão da candidatura à reeleição ao Senado para preservar a unidade da base aliada e fortalecer o projeto de Ronaldo Caiado. Desde então, passou a defender publicamente que reunia três atributos considerados estratégicos para a composição: experiência política, ligação com o agronegócio e representatividade no segmento evangélico.