Política

Vereadora de Curitiba sofre representação no MPF após perguntar a colega nordestina ‘por que não volta para o Ceará?’

Redação Online

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 12:29 | Atualizado há 2 horas

Vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) sofre representação no MPF após fala xenofóbica contra colega em Curitiba | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Curitiba
Vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) sofre representação no MPF após fala xenofóbica contra colega em Curitiba | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Curitiba

A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) virou alvo de uma representação de notícia-crime no Ministério Público Federal (MPF) depois que questionou a vereadora Vanda de Assis (PT), natural de Campos Sales (CE), “por que ela não volta para o Ceará”. A fala foi durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Curitiba desta quarta-feira (05/08), enquanto os vereadores discutiam a criação de uma Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua.

Durante a reunião, Vanda de Assis reforçou o motivo pelo qual classificou a fala de Guzella como xenofobia e destacou que a prática é crime. “Essa prática de dizer: ‘Por que você não volta para a sua cidade? Por que você veio para cá?’ é xenofobia, e xenofobia é crime, vereadora. E a senhora será representada por isso. Não cabe, e eu não aceitarei, nenhuma prática xenofóbica, nem comigo, nem com nenhuma outra pessoa que escolheu morar em Curitiba”, afirmou Vanda.

“Eu sou a primeira vereadora nordestina eleita em Curitiba e um dos papéis que eu vou cumprir aqui é combater a xenofobia”, afirmou Vanda. A vereadora do PT disse ainda que, ao fim da sessão, ligou para a Polícia Militar para registrar a situação, mas nenhuma viatura se deslocou até a Câmara.

Em nota, a vereadora Delegada Tathiana Guzella afirmou que a fala foi tirada de contexto após ser impedida de concluir a linha de raciocínio que vinha desenvolvendo. A vereadora Vanda de Assis afirmou que não vai tratar o episódio como “divergência política”. A Câmara Municipal de Curitiba informou que ainda não recebeu nenhuma representação sobre o caso.


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