Política

Caiado propõe criar polícia sul-americana para combater facções criminosas durante entrevista ao g1 e à GloboNews

Redação Online

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 16:43 | Atualizado há 47 minutos

Ronaldo Caiado apresenta proposta de cooperação internacional para ampliar combate ao crime organizado durante entrevista ao g1 e à GloboNews | Foto: Reprodução
Ronaldo Caiado apresenta proposta de cooperação internacional para ampliar combate ao crime organizado durante entrevista ao g1 e à GloboNews | Foto: Reprodução

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende articular a criação de uma força policial integrada entre o Brasil e os demais países da América do Sul para intensificar o combate às facções criminosas e ao crime organizado transnacional. A declaração ocorreu durante entrevista concedida ao g1 e à GloboNews, nesta sexta-feira (07/08).

Segundo Caiado, a proposta permitirá que agentes atuem de forma coordenada entre os países participantes, o que dará mais rapidez às operações contra organizações criminosas. O candidato afirmou que o modelo seguirá a experiência europeia de cooperação policial e disse que buscará diálogo com os 10 países que fazem fronteira com o Brasil para viabilizar a iniciativa, caso seja eleito.

Durante a entrevista, Caiado afirmou que a futura corporação contará com comando em sistema de rodízio entre os países integrantes e declarou que pretende disputar a primeira chefia da instituição. Ele reconheceu que ainda não iniciou conversas com governos estrangeiros, mas informou que abrirá as negociações se assumir a Presidência da República.

Ao abordar a segurança pública, o candidato voltou a defender o emprego das Forças Armadas na retomada de territórios dominados por facções criminosas. Para ele, Exército, Marinha e Aeronáutica exercerão a função de reocupar essas áreas, enquanto as polícias permanecerão responsáveis pelas prisões. Caiado citou o Rio de Janeiro como exemplo de locais que enfrentam dificuldades provocadas pela presença do crime organizado.

Caiado também criticou o governo federal ao afirmar que os estados integrantes do Consórcio da Paz não receberam apoio da União nas ações voltadas ao enfrentamento da criminalidade. O grupo foi formado em 2025 por governadores de seis estados com o objetivo de ampliar a cooperação na área da segurança pública.


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