Economia

Construção civil perde ritmo e custos sobem 0,44% em julho

DM Online

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 10:19 | Atualizado há 2 horas

O custo da construção civil no Brasil continuou em alta em julho, mas apresentou uma forte desaceleração na comparação com o mês anterior. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou variação de 0,44% no período, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução expressiva no ritmo de crescimento dos custos. Em junho, o indicador havia avançado 1,19%, maior variação observada naquele mês desde agosto de 2022, desconsiderando janeiro de 2026, quando houve impacto da reoneração da folha de pagamento das empresas do setor.

Apesar da desaceleração registrada em julho, os custos da construção permanecem pressionados, exigindo atenção de construtoras, incorporadoras, profissionais responsáveis por orçamentos e também de consumidores que planejam construir ou reformar.

A redução para 0,44% ocorre depois de um mês marcado por avanço mais intenso dos custos.

Em junho, o custo nacional da construção por metro quadrado havia alcançado R$ 1.976,37. Desse total, R$ 1.114,74 correspondiam aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra.

Naquele mês, tanto materiais quanto mão de obra exerceram pressão sobre o indicador. Os materiais avançaram 0,92%, enquanto a mão de obra teve alta de 1,55%, influenciada também por acordos coletivos firmados em diferentes regiões do país.

A desaceleração observada em julho, portanto, indica uma perda de força na elevação mensal dos custos depois da pressão registrada no fechamento do primeiro semestre.

O Sinapi é uma das principais referências para acompanhamento dos custos da construção civil no Brasil e possui importância direta na elaboração e avaliação de orçamentos de obras.

Criado em 1969, o sistema reúne informações sobre custos e índices da construção em todo o território nacional. Os dados permitem acompanhar as mudanças nos preços dos materiais e nos custos relacionados à mão de obra.

Além de servir como termômetro para o setor, o Sinapi possui papel relevante na elaboração de orçamentos, especialmente em obras públicas, e permite acompanhar diferenças de custos entre estados e regiões.

Mesmo com a desaceleração mensal, a continuidade da alta dos custos pode produzir efeitos sobre novos projetos e obras em andamento.

Para empresas do setor, mudanças nos preços de materiais e mão de obra interferem diretamente na elaboração de orçamentos e no planejamento financeiro dos empreendimentos. Para quem pretende construir ou reformar, a evolução desses custos também pode significar necessidade de revisão dos valores inicialmente previstos.

A trajetória dos próximos meses será importante para indicar se a desaceleração registrada em julho representa uma tendência de maior estabilidade ou apenas uma acomodação depois da alta mais acentuada observada em junho.


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