Cotidiano

Enfermeira de Anápolis é agredida no DF após informar que hospital não tinha vagas para atendimento

Redação Online

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 19:31 | Atualizado há 3 horas

Enfermeira de Anápolis foi agredida no Distrito Federal após informar paciente sobre falta de vagas em hospital | Foto: Reprodução/Correio Braziliense
Enfermeira de Anápolis foi agredida no Distrito Federal após informar paciente sobre falta de vagas em hospital | Foto: Reprodução/Correio Braziliense

Gisella Souza Pereira, de 42 anos, relatou que a mulher tinha preenchido ficha de triagem relatando mal-estar, dor abdominal leve e dor ao urinar há dois dias. Com esses sinais, ela recebeu a classificação azul de gravidade, para sintomas mais leves. Por isso, foi informada de que deveria ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Unidade Básica de Saúde (UBS), já que o HRSam estava em bandeira vermelha para clínica médica.

A paciente pediu que a enfermeira preenchesse um documento comprovando a presença no hospital, mas Gisella explicou que isso não seria possível. A mulher solicitou que tirasse uma foto da tela do computador, o que foi autorizado. Segundo Gisella, a paciente começou a filmá-la nesse momento. Ela pediu que parasse, e a agressão começou. Os socos, tapas e arranhões atingiram o rosto, tórax, pescoço e mãos da profissional.

Na versão da suspeita, ela diz ter sido empurrada e segurada pelos cabelos durante o conflito. O marido e vigilantes do hospital teriam intervindo, separando as duas. As envolvidas foram levadas à delegacia de Samambaia e depois ao Instituto Médico Legal (IML), para registro de lesão corporal.

A Secretaria de Saúde do DF informou que adotou as medidas necessárias. “A servidora já registrou boletim de ocorrência, recebeu acolhimento institucional e foi encaminhada para avaliação pela Medicina do Trabalho”, escreveu. O Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF) disse que a agressão não pode ser tratada como episódio isolado e cobra medidas como a ampliação das salas de atendimento e a implementação de um “botão do pânico” para unidades de saúde.


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