Empregos formais crescem 19,1% e chegam a 62,8 milhões no Brasil em 2026
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 09:04 | Atualizado há 3 horas
Dados da Rais mostram crescimento dos vínculos formais de trabalho no Brasil | Foto: Roberto Moreyra/SMTE
O mercado de trabalho formal brasileiro acumulou 62,8 milhões de vínculos ativos no primeiro semestre de 2026. O número representa um crescimento de 19,1% em relação a janeiro de 2023, quando o país contabilizava cerca de 52,7 milhões de empregos formais. Ao todo, foram acrescentados 10,1 milhões de vínculos no período.
Os números fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), levantamento que reúne informações sobre trabalhadores dos setores público e privado. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (13/8) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A maior parte dos vínculos registrados atualmente corresponde aos trabalhadores com carteira assinada. São 48,15 milhões de empregos nessa modalidade, número 10,9% superior aos 43,4 milhões contabilizados no começo de 2023.
Serviços lideram expansão dos empregos
A área de serviços foi a que mais ampliou o número de vínculos durante o período analisado. O setor passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões de empregos, incorporando 8,45 milhões de postos. O avanço corresponde a uma alta de 28,3%.
O comércio aparece com 10,53 milhões de vínculos no primeiro semestre de 2026, enquanto a indústria reúne 9,15 milhões de empregos formais.
Outro destaque está no conjunto que engloba administração pública, educação, saúde e serviços sociais. Essas áreas tiveram crescimento de 42,1% desde o início de 2023 e acrescentaram 6,03 milhões de vínculos ao mercado formal.
A evolução também foi significativa entre as mulheres. O número de vínculos ocupados por trabalhadoras passou de 23,34 milhões para 29,18 milhões, aumento de 25% e acréscimo de 5,36 milhões de empregos.
Entre os homens, o estoque de vínculos cresceu 14,5%. O contingente passou de 23,34 milhões para 29,44 milhões no mesmo intervalo.
Além da quantidade de empregos, os dados apontam aumento na remuneração média. O valor, que estava em R$ 4.352,21 em maio de 2026, chegou a R$ 4.389,49 no período mais recente considerado pelo levantamento.