Internacional

Médica americana acusada de matar os três filhos pesquisou sobre psicose e alucinações antes do crime

Redação Online

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 10:39 | Atualizado há 2 horas

Lindsay Clancy durante julgamento por assassinato dos três filhos nos Estados Unidos | Foto: AP/Josh Reynolds, Pool
Lindsay Clancy durante julgamento por assassinato dos três filhos nos Estados Unidos | Foto: AP/Josh Reynolds, Pool

Semanas antes de estrangular seus três filhos, em janeiro de 2023, Lindsay Clancy fez diversas buscas na internet sobre alucinações, psicose e os efeitos colaterais de remédios que estava tomando. A informação veio de uma análise do celular de Clancy, apresentada nesta quinta-feira (13/08) durante seu julgamento por assassinato. Segundo os dados apresentados, no fim de dezembro de 2022 Clancy pesquisou sobre métodos de suicídio, transtorno bipolar e insônia. Em janeiro, passou a buscar informações sobre depressão pós-parto.

Em outubro do mesmo ano, ela também havia escrito um bilhete detalhado no qual expressava dúvidas sobre suas escolhas como mãe, questionava a decisão de ter parado de amamentar o filho mais novo, então com 8 meses, e reconsiderava os planos do casal de ter um quarto filho. A defesa argumenta que a ex-enfermeira obstétrica de 36 anos agia sob efeito de transtorno bipolar e psicose pós-parto — uma condição rara que pode alterar a percepção de realidade de mulheres após o parto.

Os advogados de Clancy não negam que ela matou as crianças, mas defendem que o júri não deve responsabilizá-la criminalmente, alegando que ela agia sob transtorno mental e acreditava ouvir vozes ordenando que tirasse a vida dos filhos e a própria. Já a promotoria sustenta que houve premeditação: segundo os promotores, Clancy teria se articulado para tirar o marido de casa antes de estrangular as crianças com faixas elásticas de exercício.

A defesa afirma que Clancy buscou ajuda por diversos caminhos antes da tragédia: consultou vários profissionais de saúde mental, testou diferentes medicamentos, ligou para uma linha de apoio, foi a um pronto-socorro e chegou a se internar voluntariamente em uma clínica psiquiátrica. Segundo a família e os advogados, seu quadro piorou com a combinação de remédios psiquiátricos prescritos.

Se condenada por assassinato, Clancy pode pegar prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. Caso seja considerada não responsável criminalmente por conta da doença mental, ela seria internada em uma instituição psiquiátrica estadual. O julgamento tem atraído grande atenção pública nos Estados Unidos.


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