Caso Master: páginas de entretenimento investigadas pela PF também promoveram Augusto Cury, aponta reportagem
Redação Online
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 21:13 | Atualizado há 49 minutos
Augusto Cury nega irregularidades após páginas investigadas pela PF promoverem sua candidatura | Foto: Band
Uma reportagem revelou que páginas de entretenimento e fofoca investigadas pela Polícia Federal no caso Banco Master teriam participado de uma estratégia digital que impulsionou a presença de Augusto Cury nas redes sociais. Segundo as informações divulgadas, perfis com milhões de seguidores fizeram publicações em apoio ao candidato e ajudaram a ampliar o alcance de conteúdos relacionados à sua imagem, gerando milhões de interações no ambiente digital.
A apuração aponta que algumas dessas páginas teriam adotado uma estratégia em duas etapas: primeiro criando debates sobre a possibilidade de Cury representar uma alternativa política e, depois, repercutindo o crescimento dele nas redes como um fenômeno espontâneo. Os perfis citados também são investigados pela Polícia Federal dentro do caso Banco Master, em uma apuração que envolve suspeitas sobre possível atuação coordenada para divulgação de conteúdos.
A movimentação digital envolvendo Augusto Cury chamou atenção pelo crescimento acelerado de sua presença nas redes sociais e pela repercussão obtida em um curto período de tempo. O avanço nas plataformas digitais também coincidiu com uma melhora do desempenho do candidato em levantamentos eleitorais, aumentando o debate sobre o impacto das redes na disputa presidencial.
Adversários políticos avaliam questionar a origem desse impulsionamento e analisam medidas jurídicas, incluindo possíveis representações na Justiça Eleitoral para investigar eventual abuso de poder econômico. A legislação eleitoral brasileira estabelece regras rígidas sobre propaganda política na internet, especialmente em relação ao uso de influenciadores e mecanismos pagos para promover candidaturas.
Augusto Cury, por sua vez, negou irregularidades, afirmou que não comprou seguidores nem contratou páginas para divulgação e declarou que seu crescimento representa um movimento espontâneo de pessoas que se identificam com suas propostas. O caso agora passa a ser acompanhado por autoridades eleitorais e investigadores.