El Niño deve ganhar força nos próximos meses e persistir até fevereiro de 2027, diz OMM
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 10:43 | Atualizado há 2 horas
Fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial | Foto: Reprodução
O fenômeno El Niño deve continuar influenciando o clima global até fevereiro de 2027 e pode alcançar uma intensidade muito forte nos próximos meses. A previsão consta em uma nova atualização divulgada na última quinta-feira (3) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a entidade, o aquecimento deve avançar até o fim deste ano, quando a ocorrência do fenômeno deve atingir seu ponto máximo. A região mais diretamente afetada pelo El Niño, o Pacífico equatorial centro-oriental, já apresenta temperaturas da superfície do mar bem acima do padrão médio, com tendência de elevação nos próximos meses.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o cenário provocado pelo fortalecimento do fenômeno. Segundo ele, o comportamento atual do El Niño representa uma situação sem precedentes para o planeta e ocorre em meio ao aumento das temperaturas.
Fenômeno pode provocar extremos climáticos
A OMM destaca que o El Niño pode provocar consequências diferentes conforme a região do mundo. Entre os possíveis efeitos estão períodos de seca e episódios de chuvas intensas capazes de provocar inundações, com impactos sobre comunidades e atividades econômicas.
A organização ressalta ainda que a atuação do fenômeno não ocorre de maneira isolada. Outros fatores climáticos podem modificar a intensidade e a forma como seus efeitos são sentidos em cada localidade.
O El Niño acontece quando há um aumento anormal da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial, principalmente nas porções central e oriental do oceano. O fenômeno costuma surgir em intervalos de dois a sete anos e, normalmente, permanece ativo por um período entre nove e 12 meses.
A nova projeção da OMM indica, portanto, que o atual episódio deve permanecer por mais tempo do que o período habitual, com possibilidade de intensificação até o final de 2026 e efeitos que podem se estender para o início de 2027.