Operação da PF mira Mario Frias e investiga recursos usados em filme sobre Bolsonaro
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 09:25 | Atualizado há 1 hora
Mario Frias é um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10). A investigação apura o possível desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e também alcança a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 49 mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
A suspeita surgiu a partir da análise de recursos destinados a uma organização da sociedade civil por meio de um termo de fomento. Segundo a Polícia Federal, os investigadores encontraram indícios de que parte desse dinheiro teria sido encaminhada para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços contratados tenham sido realmente realizados.
As apurações financeiras apontaram ainda para a circulação de centenas de milhões de reais entre empresas que teriam relação com o esquema. Para a PF, os envolvidos teriam adotado medidas para dissimular os supostos desvios, prática que, conforme a investigação, teria continuado até julho deste ano.
Repasses para filme sobre Bolsonaro
A investigação também chegou ao financiamento de “Dark Horse”. A Polícia Federal apura valores repassados pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção do filme.
Áudios e mensagens obtidos durante a apuração indicam que o senador Flávio Bolsonaro teria procurado Vorcaro para solicitar recursos destinados ao projeto cinematográfico. Os investigadores agora tentam esclarecer como os pagamentos foram feitos e se houve alguma contrapartida relacionada aos valores.
Flávio Bolsonaro nega que tenha existido contrapartida pelo dinheiro destinado ao filme.
Outra frente da investigação busca descobrir se recursos relacionados aos repasses analisados pela PF foram utilizados para bancar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.