Missionária é investigada por usar acesso a presídios para manter contato com facção em Mato Grosso
Redação Online
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 15:25 | Atualizado há 2 horas
Missionária Rhavenna Barcelos de Almeida é investigada por contato com facção em Mato Grosso | Foto: Reprodução
Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso apontou que a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida teria usado o acesso a presídios para manter contato com integrantes do Comando Vermelho. Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ela mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, apontado como uma das lideranças da facção no estado. Após fugir para o Rio de Janeiro, o criminoso teria continuado em contato com Rhavenna, que, segundo a polícia, sabia onde ele estava escondido e viajava para encontrá-lo.
Ainda de acordo com a investigação, materiais apreendidos mostram Rhavenna exibindo armas, dinheiro, joias e veículos de luxo. A polícia afirma que um Porsche avaliado em cerca de R$ 600 mil pertencia a Batman. As imagens, segundo a Draco, comprovam o envolvimento da missionária com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro.
Rhavenna foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro junto aos pais, os pastores Nivaldo e Orminda de Almeida. A Polícia Civil aponta que a família participava do esquema de lavagem de dinheiro da facção. O caso segue sob investigação e será encaminhado à Justiça.
A defesa da missionária nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo. Os advogados de Rhavenna e de seus pais devem apresentar defesa após a notificação formal. A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros envolvidos.