DM Saúde

Nascer Cidadão destaca importância do Teste do Coraçãozinho em recém-nascidos

Redação Online

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 12:08 | Atualizado há 3 horas

A Maternidade Nascer Cidadão destaca a importância do Teste do Coraçãozinho na avaliação dos recém-nascidos. Também chamado de oximetria de pulso, o exame é rápido, indolor e verifica a quantidade de oxigênio presente no sangue do bebê, contribuindo para a identificação precoce de algumas cardiopatias congênitas graves.

O procedimento é feito com um pequeno sensor colocado na mão direita e em um dos pés do recém-nascido. Os níveis de saturação são comparados pela equipe. A recomendação é que o teste seja realizado entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar, período em que o resultado tende a ser mais adequado, já que nas primeiras horas o organismo do bebê ainda passa pelo processo de adaptação à vida fora do útero.

Segundo a médica pediatra e coordenadora da Pediatria da Maternidade Nascer Cidadão, Dra. Ludymilla Cândida, o exame permite investigar alterações que podem não apresentar sinais aparentes logo após o nascimento. “Algumas cardiopatias importantes podem não apresentar sinais evidentes logo após o nascimento. Por isso, o teste ajuda a identificar situações que precisam de uma avaliação mais detalhada antes da alta”, explica.

O Teste do Coraçãozinho é utilizado principalmente na triagem de cardiopatias congênitas críticas, que podem comprometer a circulação e a oxigenação do bebê. Entre elas estão algumas formas de tetralogia de Fallot, transposição das grandes artérias, atresia pulmonar, atresia tricúspide e síndrome da hipoplasia do coração esquerdo.

Em caso de alteração

Uma alteração no exame não significa, necessariamente, que o recém-nascido tenha uma doença cardíaca. Nesses casos, o teste é repetido conforme o protocolo e, se a alteração persistir, o bebê passa por avaliação médica e pode precisar de exames complementares, como o ecocardiograma.

“É importante que os pais saibam que o Teste do Coraçãozinho é uma triagem. Uma alteração também pode estar relacionada a outras condições que interferem na oxigenação, como doenças pulmonares e infecções. Por isso, o resultado precisa ser analisado junto com o estado clínico do bebê”, esclarece Dra. Ludymilla.

A pediatra ressalta que o exame não identifica todas as cardiopatias congênitas e não substitui o acompanhamento pediátrico. Mesmo diante de um resultado normal, o recém-nascido deve continuar sendo acompanhado pela equipe de saúde.

A orientação aos pais é confirmar se o teste foi realizado antes da alta e guardar o resultado junto aos demais exames do bebê. “É um exame simples, rápido e indolor, mas que pode fazer uma diferença enorme na vida de um recém-nascido”, conclui a médica.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia