Política

Faixas sobre caso Ana Clara surgem em SP e no Rio

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 15:29 | Atualizado há 58 minutos

 Faixas com referência ao caso Ana Clara foram instaladas na Ponte Estaiada, em São Paulo, e nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro | Foto: Alexandre Barbosa/TVT News
Faixas com referência ao caso Ana Clara foram instaladas na Ponte Estaiada, em São Paulo, e nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro | Foto: Alexandre Barbosa/TVT News

Pontos turísticos de São Paulo e Rio de Janeiro amanheceram neste sábado (24) com faixas pedindo pesquisas sobre o caso Ana Clara, menina de cinco anos morta com um tiro de fuzil em Niterói, em 2021.

Os dizeres “Procure no Google Ana Clara e Flávio Bolsonaro” estão na Ponte Estaiada, na capital paulista, e nos Arcos da Lapa, no centro da cidade fluminense. A intervenção foi feita por ativistas anônimos.

O senador do PL no Rio de Janeiro, advogado e candidato à Presidência, defendeu o policial acusado dos disparos enquanto já exercia o mandato no Senado Federal.

O caso ganhou repercussão nacional durante os debates presidenciais do segundo turno. A campanha do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, tem pedido explicações sobre a atuação de Flávio Bolsonaro na defesa do policial, Bruno Dias Delaroli, em esforço para aumentar a rejeição do rival.

Morte de Ana Clara

Ana Clara foi atingida por um disparo de fuzil enquanto brincava na frente de casa com o irmão de 2 anos, na comunidade do Monan Pequeno (RJ), em 2 de fevereiro de 2021. Ela morreu no Hospital Estadual Azevedo Lima.

A mãe das crianças, Cristiane Gomes da Silva, esteve na plateia do debate da Globo da véspera (23), o segundo e último embate entre os presidenciáveis antes do domingo de segundo turno. Ela se sentou ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Caso foi citado nos debates presidenciais

Durante o debate, Lula citou o caso em uma discussão sobre segurança pública, em resposta à pergunta feita por Flávio sobre a retomada de territórios do crime organizado. Em resposta, Flávio se dirigiu a Cristiane, mas errou seu nome e a chamou pelo nome da filha. “Tenho a confiança de que não foi esse policial que deu esse tiro”, afirmou o senador.

O caso também foi citado pelo petista durante o debate da Band, no último dia 18. Na ocasião, Flávio defendeu sua atuação como advogado: “Você não pode criminalizar a advocacia, Lula”, afirmou.

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), vetou o impulsionamento de publicações no Facebook e no Instagram que afirmavam que o senador “defendeu assassino de criança”.

Datafolha aponta empate técnico

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente na margem de erro, com 50% dos votos válidos cada. O último levantamento do instituto para o segundo turno será publicado neste sábado. (Tamara Nassif/FOLHAPRESS)


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