Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” e “amadores babacas”
Redação Online
Publicado em 29 de outubro de 2026 às 20:55 | Atualizado há 49 minutos
O pastor Silas Malafaia, que criticou os filhos de Jair Bolsonaro em mensagens reservadas a aliados | Foto: Reprodução
Em uma conversa reservada com aliados, o pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “jumentos”. A mensagem, revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL, foi enviada pelo líder evangélico após a divulgação de uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual ele se colocou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusou o sistema eleitoral de fraude sem apresentar provas. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor.
Na mesma mensagem, Malafaia afirmou que Donald Trump já retirou o apoio à família Bolsonaro. “Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas”, declarou o pastor, reproduzindo uma suposta fala do presidente dos Estados Unidos. A referência é à chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na última terça-feira (27/10), após deixar o Brasil.
A carta de Flávio foi divulgada horas após ele chegar a Miami, na Flórida. Minutos depois da primeira versão, o senador publicou uma versão editada do texto em seu próprio perfil nas redes sociais, na qual se denominou “líder do Brasil”. As acusações de fraude na eleição presidencial foram mantidas. O candidato derrotado citou a decisão do STF que prorrogou o prazo de votação por duas horas e afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apresentou respostas críveis.
Não é a primeira vez que Malafaia critica publicamente os filhos de Bolsonaro. Em agosto de 2025, um dia após o anúncio do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o pastor chamou o deputado Eduardo Bolsonaro de “babaca” em uma mensagem de áudio enviada ao ex-presidente. Na ocasião, ele afirmou que poderia gravar um vídeo para criticar o deputado, mas que ainda não havia feito isso por consideração a Jair Bolsonaro.