Política

Ano inicia com apenas Adriana Accorsi confirmada em Goiânia

Redação DM

Publicado em 5 de janeiro de 2024 às 13:48 | Atualizado há 3 anos

O ano começa sem que os partidos avancem na escolha dos candidatos à prefeitura de Goiânia às eleições de outubro. Apenas o PT está confirmado com candidatura própria: a deputada federal Adriana Accorsi foi lançada pré-candidata em novembro do ano passado, com a retirada dos demais pretendentes do partido – Edward Madureira e Mauro Rubem.

Adriana Accorsi é a aposta do presidente Lula para contribuir com a vitória do País nas capitais. Ela já concorreu duas vezes ao Paço Municipal, sem sucesso – em 2016 e 2020. Adriana está no seu primeiro mandato como deputada federal, é delegada de polícia civil e filha do ex-prefeito Darci Accorsi. Já recebeu o apoio de Manu Jacob, do PSOL, que desistiu de concorrer. Lula promete aparecer na propaganda política de rádio e televisão da campanha do PT na tentativa de “oxigenar” a candidatura de Accorsi.

Em Goiânia, desde o retorno de eleições diretas nas capitais, em 1985, o PT já venceu três vezes, com Darci Accorsi (1992), Pedro Wilson (2000) e Paulo Garcia (2012)

Sem número expressivo de prefeitos em Goiás – elegeu apenas três em 2020 -, o PT espera vitórias de Adriana Accorsi em Goiânia e de Antônio Gomide, em Anápolis, principalmente. Vai investir na reeleição dos três prefeitos: Itapuranga, Cidade de Goiás e Professor Jamil.

Sem definições

Somente a partir de agora que os partidos vão se movimentar em busca de candidaturas majoritárias (prefeito) e proporcionais (vereador) em Goiânia. As conversações vão evoluir até 2 de abril, data-limite para mudança de partido para quem deseja concorrer às eleições deste ano. É a chamada “janela-partidária”. O martelo só será batido nas convenções partidárias, em julho.

O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) admite disputar a reeleição em outubro, mas, para isso, precisa acelerar a realização de obras em Goiânia e crescer no apoio popular. Cruz espera contar com o apoio do governador Ronaldo Caiado, já que esteve ao seu lado nas eleições de 2022. Além do Republicanos, o prefeito trabalha para fazer alianças também com o PRD, PP, SD, PDT e União Brasil.

Após concorrer por duas vezes à prefeitura de Goiânia, Vanderlan Cardoso (PSD), hoje senador da República, admite entrar no páreo, mas enfrenta dificuldades em fechar alianças com os partidos. Apesar de aparecer bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos, Cardoso não conseguiu avançar em um acordo com o Palácio das Esmeraldas. Até o momento, o senador não confirmou a pré-candidatura nem anunciou sequer um partido que poderia apoiar o seu projeto eleitoral.

O deputados federal Gustavo Gayer (PL) fez um ensaio da pré-candidatura a prefeito de Goiânia, ano passado, ao visitar, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, a uma feira livre no Jardim América, Diz estar à disposição de seu partido para o embate eleitoral deste ano. Em 2020, Gayer ficou em quatro lugar, à frente de nomes conhecidos como Elias Vaz (PSB), Talles Barreto (PSDB), Major Araújo (PL) e Cristina Lopes (PDT).

Base caiadista

O governador Ronaldo Caiado, presidente estadual do União Brasil, só vai se manifestar sobre as eleições em Goiânia em março, após leituras de pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas por diversos institutos.

Da mesma forma vai agir o vice-governador Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, já que seu partido não conta mais com as pré-candidaturas de Ana Paula Rezende e de Gustavo Mendanha. Desde a morte dos ex-prefeitos Iris Rezende e Maguito Vilela, o MDB enfrenta dificuldades na capital.

Atualmente, dois nomes se sobressaem na base caiadista: o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil) e o ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot (MDB). Os dois governistas ainda não saíram à campo em busca de apoio popular, o que deverá ocorrer ainda este mês.

Outras opções

O empresário Leonardo Rizzo coloca seu nome à disposição do partido Novo para concorrer á prefeitura de Goiânia. Leonardo Rizzo, 66 anos, nasceu no município de Cidade de Goiás (GO). Graduado em economia, é empresário do setor de imóveis e mantém um instituto que promove ações de desenvolvimento de programas sociais e culturais no estado. Foi candidato ao Senado em 2022, mas, com 35.998 votos (1,14%), foi o menos votado do pleito.

Fábio Tokarski É mais uma alternativa para eleitores da capital. Engenheiro Civil, Fábio já foi secretário de Obras da Prefeitura de Goiânia entre 1993 e 1996 durante a gestão Darci Accorsi (PT). Quando deputado estadual esteve à frente da presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Assembleia Legislativa de Goiás. Chegou a participar do Governo Lula 2 e assessorou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A Federação Brasil Esperança, integrada pelo PT, PC do B e PV, terá que optar entre Adriana Accorsi e Fábio Tokarski nas convenções partidárias de julho.

Kátia Maria: “Lula será o maior cabo eleitoral este ano”

A vereadora Kátia Maria, presidente do PT de Goiás, tem percorrido os 246 municípios goianos para preparar o partido às eleições de 2024, estimulando o lançamento de nomes para prefeito e vereador. Em entrevista ao Diário da Manhã, a dirigente manifesta otimismo sobre a reeleição dos prefeitos do PT – Cidade de Goiás, Itpuranga e Professor Jamil, destaca as pré-candidaturas de Adriana Accorsi, em Goiânia, e de Antônio Gomide, em Anápolis.

Kátia Maria, que é professora de carreira, não esconde o seu entusiasmo com volta de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. “O companheiro Lula será o principal cabo eleitoral nas eleições municipais de 2024 em todo o país. Ela espera contar com Lula na campanha em Goiás.

O Governo Federal e o presidente Lula, principalmente, irão participar das eleições em Goiás? Ele subirá em palanques aqui no Estado?

– Governar o Brasil num momento de crise tão severa como essa que o país atravessa, demanda muito esforço do Presidente Lula, que tem que rearticular a política externa para fortalecer a democracia, resgatar a credibilidade do Brasil e abrir mercado exterior. Internamente, estamos reconstruindo o país, retomamos o Bolsa Família, Farmácia Popular, o Mais Médicos, os investimentos na educação, na saúde, na cultura e assistência social, a retoma das obras de infraestrutura, em que Goiás também tem sido contemplado. Se o presidente Lula conseguir participar presencialmente do processo eleitoral em Goiás, será uma honra e fortalecerá ainda mais nosso projeto para o estado.

Até que ponto a presença de Lula ajuda num estado que tem a maioria dos eleitores bolsonaristas?

– A maioria dos bolsonaristas não é tão grande assim no Estado, o presidente Lula teve 40% dos votos, ampliamos a votação em relação as eleições de 2018, Goiás deu a maior votação para ele no Centro Oeste, dobramos nossa bancada de deputados federais, ampliamos a bancada estadual e nos preparamos para crescer nas eleições municipais também. Quando eu assumi a presidência do PT em 2017, o partido tinha 98 diretórios, hoje estamos em mais de 220 cidades. O presidente Lula abre portas, fortalece nossas candidaturas e será o maior cabo eleitoral nas eleições 2024. Tem muita gente querendo ser do Time do Lula, temos recebido diversos pedidos de filiações de pessoas interessadas nas eleições municipais.

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