Cotidiano

Inclusão e respeito é a luta neste mês de junho

Redação DM

Publicado em 28 de junho de 2023 às 16:25 | Atualizado há 3 anos

Para pessoas LGBTQIA+, a luta por diversidade e inclusão é constante. Essa é a história da açougueira e mulher trans, Mônica Dione da Costa Silva, de 34 anos. Ela passou por diversas dificuldades na vida, precisou mudar de cidade para sobreviver ao preconceito e há quase três anos é uma profissional reconhecida no Bretas, da unidade Cardoso, em Goiânia.

Ela entrou como frente de caixa e há nove meses recebeu a proposta para ir para o açougue e aceitou. “Hoje manuseio as carnes e aprendi uma nova profissão”, se orgulha. Mônica já tinha experiência como caixa e no Bretas conseguiu se recolocar. “Minha história de vida é cheia de atropelos. Cheguei a trabalhar por dias em uma casa de família, mas não fui contratada depois que entreguei meus documentos para registro e perceberem que eu ainda tinha nome e documentos de homem.”

Mônica revela que busca respeito e igualdade. “Estou aqui para trabalhar. Pretendo, a cada dia, me desenvolver mais como pessoa e profissional”, revela.  Trabalhando no Bretas, a maranhense já comprou um terreno na cidade em que sua mãe reside, Imperatriz (MA). “Já tinha com sonho mudar meus documentos. Mas hoje, não mais. Meu sonho é construir uma casa no Maranhão e conseguir voltar a morar perto da minha família”, conta.

Dados

Um levantamento do IAB Brasil, realizado com profissionais LGBTQIA+ em 14 estados brasileiros, revelou que a discriminação ainda é um desafio no ambiente de trabalho. Entre os entrevistados, 41% afirmou ter sofrido discriminação por sua identidade de gênero ou orientação sexual no trabalho, enquanto 61% disseram optar por não revelar sua sexualidade aos colegas de trabalho. 

Por outro lado, um estudo da OutNow, empresa de consultoria especializada no público LGBTQIA+, mostra que um a cada três gestores gays já não sentem medo de expor a sua orientação sexual no Brasil.

Esse é o caso do gerenciador José Francelino da Silva Junior, o Fran, de 37 anos. Ele lidera as equipes de açougue, frios e padaria da loja Sol Nascente, em Goiânia. Ele é de Formoso, interior do Estado, e foi para a Capital em busca de oportunidades e desenvolvimento. No Bretas conquistou seu primeiro emprego, há quase 13 anos, como repositor de frios.

“Minha orientação sexual nunca atrapalhou o meu crescimento profissional. A empresa sempre me apoia e me respeita.  Foi na rede Bretas que tive oportunidade de trabalho, de sucesso e onde encontrei uma segunda família”, conta.

O próximo

A Cencosud Brasil – grupo ao qual pertence o Bretas- possui uma política da Diversidade, produz e disponibiliza para todos os colaboradores e pessoas recém-admitidas vídeos educativos e cursos sobre o tema, além de reforçar em suas comunicações as condutas preconizadas pelo Código de Ética, que disponibiliza canais de denúncia para toda e qualquer situação que não esteja dentro das suas diretrizes.

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