Opinião Pública
Auschwitz é Aqui
Redação DM
Publicado em 27 de fevereiro de 2023 às 15:09 | Atualizado há 4 anos
É preciso que o mundo saiba que Auschwitz foi replicada durante o governo de Jair Messias Bolsonaro, que além de permitir que mais de 700 mil brasileiros morressem de Covid-19, que milhares de jovens negros fossem executados impunemente pelas Forças Armadas e policiais do Brasil, que centenas de gays e mulheres fossem alvo das balas assassinas, devido o incentivo da política armamentista, agora estamos assistindo a revelação de mais um genocidio praticado contra o povo Yanomami, um dos povos indígenas mais numerosos da América Latina, compondo um grupo de aproximadamente 35.000 indígenas, que vivem em cerca de 250 aldeias na floresta amazônica, na fronteira entre Venezuela e Brasil. Esse povo durante o governo do Presidente Jair Bolsonaro foi completamente abandonado, enfrentando a invasão de 20 mil garimpeiros em suas terras, que além da destruição da floresta, pela intensa presença de garimpos ilegais, viveram um grau de abandono governamental com suas políticas públicas, que levaram mais de 500 crianças, centenas de adultos e idosos a morrerem de desnutrição, covid-19, pneumonia, diarreia, tétano e até de influenza. Dados de 2022, divulgados pelo Ministério dos Povos Indígenas, revelam que esse verdadeiro genocidio Yanomami atingiu principalmente crianças entre 1 a 4 anos, acometidas principalmente pela fome e doenças facilmente tratáveis, se tivesse acontecido o mínimo de atenção governamental durante os quatro anos da Era Bozofascista, que sabe que mais esse crime irá pesar contra ele, fazendo com que perca os seus direitos políticos e passe alguns anos atrás das grades . Tanto é assim que Bolsonaro já tratou de dizer que as críticas de Lula a tragédia Yanomami são “farsa da esquerda”, além de tentar citar supostas medidas feitas para aquela população indígena. Felizmente Lula é um governo humano, que reconhece que os povos indígenas são um patrimônio nacional, que merecem ser tratados como seres humanos dignos, que merecem ter acesso a proteção do Estado, que possuem direitos constitucionais e que como povos originários tem direito as suas terras, proteção dos direitos humanos básicos e a preservação da floresta e meio ambiente onde vivem e reproduzem sua cultura, suas tradições e cosmovisão. Proteger os Yanomamis e a Floresta Amazônica, combater os garimpos ilegais e denunciar os crimes de Bolsonaro é relembrar Nuremberg, é aprender com a história, é não permitir que o genocídio praticado durante o hediondo governo de Jair Bolsonaro fique impune e seja esquecido. Não há perdão nem anistia para os crimes contra a humanidade. Cadeia para Bolsonaro e seus asseclas nazi-fascistas. Para que a democracia brasileira sobreviva e fortaleça é preciso fazer valer a Constituição Federal Cidadã. Sem isso veremos o neofascistas ressuscitarem mais uma vez e como zumbis de uma época trágica, mais uma vez tentar impor a miséria, a fome, a morte e o retrocesso histórico. Os Yanomamis e todo o povo brasileiro merecem respeito, dignidade e justiça social. Não alcançaremos isso enquanto os golpistas, criminosos e genocidas não forem culpabilizados, condenados e presos.
Paulo Henrique Costa Mattos, Sociólogo, Históriador e Professor da Unirg