Derrota da extrema-direita abre caminho para a direita racional no Bra
Redação DM
Publicado em 19 de janeiro de 2023 às 18:58 | Atualizado há 4 anos
Com a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do ano passado, único presidente que não conseguiu se reeleger no Brasil desde a implantação do instituto da reeleição, em 1997, e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, analistas avaliam que a extrema-direita, movimento liderado até então pelo ex-presidente, deve perder forças no Brasil e ceder lugar à direita racional, ideologia que havia sido, por assim dizer, engolida pelo extremismo bolsonarista.
Dentro do espectro político, a direita representa o movimento que descreve uma posição específica que normalmente aceita a hierarquia social como inevitável, mas que, quando moderada, é tolerante às mudanças, desde que gradual. A direita racional é, sobretudo, uma ideologia que respeita o estado de direito e a democracia eleitoral, e também promove políticas de assistência social.
No campo da economia, a direita racional, ou moderada, defende uma economia descentralizada, o mercado livre e o direito à propriedade privada.
Com o bolsonarismo em alta, políticos representantes da direita se sentiram oprimidos e impossibilitados de fazerem o contraponto necessário à extrema-direita, sob pena de serem acusados de esquerdistas e até de comunistas, dado o sectarismo apresentado por seus seguidores. Com a pacificação e o retorno do Brasil à normalidade política, o movimento de direita racional deve voltar e, com a nova configuração política país afora, o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), aparece como um dos principais protagonistas dessa corrente ideológica no país.
A atuação de Caiado em defesa da propriedade privada, do agronegócio e de outros temas caros à direita é incontestável e vem de décadas de trabalho junto às lideranças regionais e de sua participação na política nacional enquanto líder ruralista, deputado federal, senador e, agora, governador do estado. Caiado implantou, no seu primeiro mandato como governador de Goiás, um dos maiores volumes de programas sociais da história do Estado, numa clara demonstração de que a direita racional não prescinde do cuidado com os mais vulneráveis, nem tampouco do respeito às diversidades.
Com a autoridade de principal líder do União Brasil, um dos maiores partidos do Brasil, e o fato de ser reconhecidamente um democrata, com discursos efusivos em defesa da democracia, das urnas eletrônicas e das instituições brasileiras, Caiado terá a oportunidade de reorganizar o movimento direitista no país e, dentro do processo democrático, cacifar-se, inclusive, para uma disputa pela presidência do Brasil em 2026. Naturalmente, Ronaldo Caiado desponta como uma das vozes mais serena do momento conturbado do país, sempre pregando o respeito à democracia e o diálogo como a forma de se pacificar o Brasil.
Cloves Reges, autor do blog nosopinando e administrador