Brasil respira o oxigênio da democracia em nova era
Redação DM
Publicado em 5 de janeiro de 2023 às 19:43 | Atualizado há 4 anos
O bolsonarismo golpista fez de tudo para impedir a posse de Lula. Desonestissimamente taxou de irregular o pleito presidencial. Não teve o pejo de dizer que a urna eletrônica foi fraudada, como se isso fosse possível. As alegações bolsonaristas foram qualificadas pelo ministro Alexandre de Moraes como litigância de má-fé. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral considerou que a ação do segmento bolsonarista não traz qualquer indício ou prova de fraude que justifique a reavaliação de parte dos votos registrados pelas urnas e condenou a coligação bolsonarista a uma multa de quase vinte e três milhões de reais. Tentando um golpe de Estado o bolsonarismo bloqueou rodovias com a finalidade de gerar o caos, com o qual obtivesse do judiciário uma intervenção cujas consequências fossem a declaração de nulidade da eleição.
A tentativa foi um fracasso total já que fora absurdamente arquitetada de forma irresponsável. Mesmo após esse fracasso o bolsonarismo ainda alimentou esperanças de perpetração do golpe, mas sua desmoralização acabou sendo total. Hoje Lula está empossado e a governar o país no exercício pleno do mandato. Daqui para a frente o Brasil vai conhecer medidas de normalização dos seus destinos. A irresponsabilidade de Bolsonaro foi substituída por uma gama de valores que irão colocar o Brasil na senda da normalidade constitucional capaz de assegurar a plenitude da vida democrática. Temos um Congresso Nacional plenamente identificado com a presidência da República; um judiciário cuja independência foi mostrada ao mundo em meio às tentativas de intimidação feitas pelo governo Bolsonaro. Temos forças democráticas bastantes para assegurar a vitalidade do sistema e do regime asseguradores da democracia brasileira.
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O Brasil, enfim, respira o oxigênio da democracia.
O que constituía o golpismo bolsonarista está reduzido a um amontoado de cinzas. A derrocada do golpismo e do obscurantismo vai ser decretada naturalmente, com a própria falência e inutilidade dos elementos que a compõem. Trata-se de um segmento político morto e sepultado que já nas próximas eleições não terá condições de nenhuma disputa. Destruíram-se por seus próprios defeitos que os incompatibilizam com o regime democrático.
As forças vitoriosas nesse último pleito presidencial devem convergir os seus esforços no sentido de corresponder à confiança do povo brasileiro. Como elas representam uma tradição de luta democrática no processo político brasileiro, não tenho dúvida de que corresponderão aos grandes anseios nacionais.
Advogado, jornalista e integrante da Academia Goiana de Letras (AGL)