Governador eleito do MS diz que aceita trabalhar com petista
Redação DM
Publicado em 29 de novembro de 2022 às 15:10 | Atualizado há 4 anosEscolhido pela população do Mato Grosso do Sul em um segundo turno apertado entre dois bolsonaristas, o governador eleito Eduardo Riedel (PSDB) acredita que a polarização política pode arrefecer em 2023. Passada a disputa, o tucano afirma que aceita trabalhar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca de uma agenda de desenvolvimento do País clara e compartilhada com os Estados, dentro de critérios de responsabilidade fiscal.
Representante do agronegócio, Riedel afirma que inclui nesse cardápio políticas de preservação dos biomas, com redução do desmatamento e balanço de carbono. “Não vejo essas questões como antagônicas”, afirmou.
Em entrevista exclusiva ao Estadão, o pecuarista Riedel diz que uma parte do agronegócio falha em sua forma de se comunicar e que é preciso ajustar o discurso tendo em vista a confluência de mesmos objetivos. “Resguardar a integridade dos biomas para biodiversidade e fazer o balanço de carbono são as grandes agendas do mundo globalizado e o Mato Grosso do Sul tem já uma agenda muito clara que envolve a energia renovável, boas práticas na agropecuária e programas de incentivo fiscal vinculados à eficiência de emissão de carbono”, disse.
A expectativa, de acordo com o governador eleito, é a de trabalhar com Lula dentro de uma relação de respeito e baseada em uma agenda que ele entende ser a necessária para o Mato Grosso do Sul. “Sob esse ponto de vista, ele (Lula) terá o meu apoio e também a minha cobrança. Nós temos que despersonalizar um pouquinho as questões políticas e focar nos resultados.”
Integrante de uma ala menos radical do bolsonarismo, Riedel diz acreditar que a polarização não foi e não é boa para o País. Segundo o tucano, ela pode arrefecer a partir de 2023, caso Lula estabeleça um governo com propostas claras e de responsabilidade fiscal.