Justiça suspende rede social de frigorífico sobre “picanha mito”
Redação DM
Publicado em 31 de outubro de 2022 às 15:49 | Atualizado há 4 anosA Justiça suspendeu, preventivamente, todo o conteúdo do perfil do Instagram do Frigorífico Goiás pelo período de 24 horas. A empresa é suspeita de insistir na prática de crimes de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral irregular por anunciar a chamada “picanha mito” a R$ 22, no primeiro turno das eleições.
A decisão foi assinada pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral Wilton Müller Salomão, atendendo à manifestação da procuradoria e ao pedido da Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B E PV). “Ordeno que a representada Casa de Carnes Frigorífico Goiás abstenha-se de praticar qualquer ato comercial em seu estabelecimento ou na internet que utilizando-se da divulgação preços de mercadorias ou por qualquer outra forma tenha a finalidade de promover, ainda que disfarçadamente, candidatura nas Eleições de 2022”, escreveu o magistrado.
O documento descreve também que se o estabelecimento promover candidaturas das eleições, por mercadorias ou pela internet, deverá pagar multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento.
Também representados, o Partido Liberal em Goiás e seu filiado, o ex-candidato ao governo de Goiás, Vitor Hugo de Araújo, apresentaram defesa, segundo o documento.
Em uma das publicações anteriores à suspensão, o frigorífico anunciava a “promoção das galáxias”. No anúncio, que também mostrava uma faca com o nome de Bolsonaro, havia a descrição: “Dois patinhos por apenas R$ 22”. O estabelecimento chegou a fazer outra promoção no preço do carvão. “Na compra de qualquer kit churrasco ou picanha mito, o carvão sai a 22 centavos”.