Em reta final da eleição, temperatura esquenta nos grupos de Whatsapp
Redação DM
Publicado em 29 de outubro de 2022 às 15:37 | Atualizado há 4 anos
Na semana final das eleições de 2022, o caldo entornou em muitos grupos de whatsapp, isso porque as pessoas querem falar qualquer coisa , desde que não seja política.
A explosão de menções a “briga em grupos sérios” em outubro de 2022 é um sinal de que o 2º turno está mais militante que o 1º no ambiente virtual. O DM procurou pessoas que relatam esses embates e conta aqui três breves histórias que chegam a ser até engraçadas porque foram barradas o quanto antes para não se transformarem em brigas, disse me disse ou até demissões.
O primeiro caso se passa em um grupo de uma certa família denominada Aguiar, onde a maioria das mulheres (da geração atual) apoia Jair Bolsonaro, denominam ele como continuidade do progresso e apontam Lula como atraso. Acontece que esse mesmo grupo é composto também pelos pais dessas mesmas mulheres, homens com mais de cinquenta anos, tradicionais, conservadores e que insistem que o tempo bom para se viver era quando Lula comandava a nação.
Com opiniões divergentes de gerações, fica claro que essa família nunca entrará em acordo, visto que a nova geração não se contenta com bolsa família, auxilio isso, auxilio aquilo. Para a nova geração o negócio é trabalhar, e correr atrás do próprio dinheiro sem ficar dependendo de político.
Outra divergência que há nesse grupo familiar é que a maioria das mulheres moram em cidades grandes, enquanto seus pais moram lá no interior do Tocantins. Dilene Aguiar, única administradora do grupo ressalta logo antes das confusões entre pais e filhas “cada um vota no que achar melhor e vamos encerrar esse assunto aqui nesse grupo, obrigada!”
O segundo caso se passa em um grupo de amigos conhecidos de um determinado setor de Goiânia, especificamente Riviera, com apenas dezenove participantes, sendo eles tomadores de cerveja. De tanta “cutucada” e ofensas sobre quem vota no 22 ou no 13 e o porque de votar ou não votar. Enfim, reuniões e encontros para as tomadas de cerveja estão suspensos , só após as eleições, pois as confusões sobre política já foram tantas que o grupo passou a se chamar : “cervetarianos desunidos” e a regra no grupo é não falar em política e cada um que beba sua cerveja pra lá.
O terceiro e último caso se passa em um grupo denominado: “A voz do Povo”, composto por 250 participantes desconhecidos, entre eles: apoiadores de Bolsonaro , Lula, Direita e Esquerda. Nesse grupo pode vídeos, memes, debates, curtições, cutucadas, ofensas e etc… tudo relacionado à política . Quem for fraco que saia, quem não aguentar a pressão que não fique no grupo, pois tem fila de gente querendo entrar e expressar suas opiniões, seja ela qual for.
Enfim, dia 30 de outubro está aí , que vença o melhor , que as amizades se restabeleçam, que a rodada de cerveja entre os conhecidos retorne, que as divergências acabem e cada um aceite por livre espontânea pressão a vontade do outro e o resultado no contexto geral do país.