Brasil

Operação Spoofing prende suspeitos de hackear autoridades

A ação apura a invasão de celulares de procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol e o ministro e ex-juiz Sergio Moro

diario da manha
Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (19/9), a Polícia Federal (PF) prendeu na segunda fase da Operação Spoofing, mais dois suspeitos de hackearem celulares de diversas autoridades. A primeira fase da operação deflagrada no mês de julho, prendeu quatro suspeitos de participarem da invasão a aparelhos de autoridades da Justiça, do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público.

A ação apura a invasão de celulares de procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol e o ministro e ex-juiz Sergio Moro. Os hackers teriam sido a fonte das reportagens da Vaza Jato, coordenadas pelo site The Intercept Brasil. Um dos presos é o programador de computadores Thiago Eliezer Martins.

A Operação Spoofing acontece em São Paulo, Brasília e Ribeirão Preto. Em sua primeira fase a PF prendeu quatro pessoas, sendo elas, Walter Delgatti Neto, conhecido como “Vermelho”, que é apontado como o líder do grupo de hackers, o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira e, além deles, Danilo Costa.

Presos na 1ª fase da Operação Spoofing são do interior de São Paulo

Walter Delgatti foi preso no dia 23 de julho por suspeita de hackear centenas de autoridades. Em depoimentos à Justiça ele afirmou ter dado acesso a informações capturadas do aplicativo Telegram, de forma anônima ao jornalista Glenn Greenwald. Essas informações teriam sido repassadas de forma voluntária.

Desde o dia 9 de junho o site The Intercept Brasil tem divulgado mensagens trocadas entre Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. As mensagens seriam do período em que ele era juiz do caso em Curitiba. Gustavo Santos, Suelen de Oliveira e Danilo Costa também foram presos.

Todos os suspeitos presos na primeira fase da operação, são do interior de São Paulo. Além de Walter “Vermelho”, Gustavo Santos também confirmou que teve acesso a mensagens de autoridades e outras pessoas pelo computador de Walter.

Com informações do Metrópoles

Comentários