Brasil

Por não ter o que comer, pessoas formam filas para recolher ossos e restos de carnes

Um caminhão de uma empresa, responsável pela coleta, vai ao bairro todas às terças e quintas para fazer a doação

diario da manha

Moradores da Glória, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, formam filas para recolher ossos e restos de carnes de supermercados, por não terem o que comer. Um caminhão de uma empresa, responsável pela coleta, vai ao bairro todas às terças e quintas para fazer a doação. Veja abaixo:

No local, é possível encontrar pessoas de várias idades. Vanessa Avelino de Souza, de 48 anos, está desempregada e vai ao ponto de distribuição uma vez por semana.

“A gente limpa e separa o resto de carne. Com o osso, fazemos sopa, colocamos no arroz, no feijão… Depois de fritar, guardamos a gordura e usamos para fazer a comida”, conta.

Ela tem cinco filhos, mas nenhum deles vive com ela. “Não tenho como cuidar deles. Por isso, eles são criados pela minha mãe. Não temos quase nada. O que temos é de doações. Lá, pelo menos, eles têm um pouco de dignidade”, afirma.

Denise da Silva, de 51 anos, tem cinco filhos e doze netos. Ela perdeu o marido recentemente e luta para alimentar sua família.

“Não vejo um pedaço de carne há muito tempo, desde que a pandemia começou. Esse osso é a nossa mistura. Levamos para casa e fazemos para os meninos comerem. Sou muito grata por ter isso aqui”, relata. 

*Com informações do jornal Extra.

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