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Dia da Consciência Negra: Há muito para se evoluir; diz psicólogo

É uma data importante para refletir sobre as violências e desigualdades sociais que a população negra sofre até hoje

diario da manha
Adriano Gualberto, Psicólogo Clínico e empreendedor Foto: Arquivo pessoal

Comemorado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra é uma homenagem a Zumbi de Palmares, que foi assassinado em 1695. É uma data importante para refletir sobre as violências e desigualdades sociais que a população negra sofre até hoje.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que entre os séculos XVI e XIX, o Brasil recebeu cerca de 4 milhões de negros, entre eles homens, mulheres e crianças. O número representa cerca de um terço do tráfico negreiro da época.

Segundo o Psicólogo Clínico Adriano Gualberto, a data representa um processo gradativo de visibilidade ao mesmo tempo que promove uma reparação histórica.

“Nós negros ainda não ocupamos espaços de poder, na maioria das situações. Ainda, por vezes, somos convidados para falar de questões raciais, sendo que nos ocupamos com muitas outras temáticas. Percebo com contentamento a existência da data e faço ponderações pertinentes ao fato de que só existe uma data assim porque ainda há muito para se evoluir, afirma Adriano.

Para o historiador José Geraldo da Costa, “É fundamental que a gente celebre o dia 20, o mês da consciência negra. A consciência negra é a consciência da liberdade e da necessidade de pensar um mundo mais fraterno e justo, assim unidos eliminarmos todas as formas que rebaixem as pessoas, o planeta e os seres vivos. Celebremos a consciência da liberdade. Viva Zumbi”, afirma

Considerando a importância da data, no próximo sábado, 20, acontece a Feira Multiétnica, em Goiânia, com exposição de produtos variados e apresentações culturais com temática de igualdade racial. O evento será realizado no Cepal do Jardim América, das 14h ás 20h e a entrada é gratuita.

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