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Operação mira suspeitos de fraldes ao Auxílio Emergencial

A operação seguirá com investigações no intuito de identificar o valor exato do desvio, bem como os participantes do crime.

diario da manha
Foto Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 03, a Operação Parcela Feira de Santana, que mira investigar e combater fraudes ao Auxílio Emergencial, programa do Governo Federal que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, em virtude da pandemia de coronavírus.

A operação policial é um trabalho em conjunto, que reune instituições participantes da Estratégia Integrada de Atuação contra Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), entre elas a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério da Cidadania, CAIXA, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.

De acordo com a PF “os objetivos da atuação conjunta e estratégica são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de associações criminosas que atuam causando prejuízos ao programa assistencial e, por consequência, atingindo a parcela da população que necessita desses valores. Policiais do Posto da Polícia Federal em Feira de Santana/BA cumprem as medidas judiciais de busca e apreensão, afastamento de sigilo bancário e sequestro de bens, perfazendo um total de R$ 50 mil bloqueados por determinação judicial”.

A primeira fase da deflagração teve início em 2021, baseada nas análises realizadas por equipe especializada da PF, a partir de processos de contestação vindos da CAIXA. A investigação concluiu que no aplicativo “Caixa Tem”, foram fraudadas 16 contas do Auxílio Emergencial com os valores depositados sendo transferidos imediatamente para pagamentos de boletos bancários emitidos em nome de terceiros, tendo os fraudadores como beneficiários finais, o que segundo a PF, resultou em prejuízo de R$ 9.6 mil.

A operação seguirá com investigações no intuito de identificar o valor exato do desvio, bem como os participantes do crime. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude. Somadas, as penas podem chegar a 8 anos de prisão.

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