A carta de Temer
Redação DM
Publicado em 11 de dezembro de 2015 às 23:59 | Atualizado há 2 anosO que pretendia o Palácio do Planalto ao tornar pública a carta do vice-presidente, Michel Temer? Passar-se por vítima e queimar Temer? O teor da carta revela um vice sem papel, uma figura decorativa, disposta a dizer amém. Como em tudo na vida, há um momento em que as pessoas resolvem dar um basta. Se esse basta veio na hora certa ou não, ainda é cedo para sabermos. O que se pergunta é por que Temer aguentou tantos anos vivendo na sombra? Por que não reagiu na primeira vez em que se sentiu subestimado? Talvez resida aí um dos maiores defeitos do ser humano, a ganância. Mesmo sendo uma figura decorativa, ser vice é um status para poucos, com grande poder de pressão advindo do seu partido, que hoje é o maior, Temer foi aceitando ser passado para trás. Resolveu falar agora diante da situação crucial, o impeachment da presidente. É claro que o governo vai reagir. Uma das primeiras coisas que pode fazer se Dilma perceber que vai para o matadouro é pedir a Janot que tire Temer do forno. Aí nem Dilma, nem Temer. Fica faltando Renan Calheiros e outros companheiros e, por último, Lula. Dezembro promete muitas emoções.
(Izabel Avallone, via e-mail)
Discutindo a relação
Segundo a declaração sucinta e criptográfica dada por Temer ao sair da reunião com Dilma, aconteceu entre eles uma DR, ou discussão de relação, pois ele afirmou: “Nossa relação será profícua e fértil”, de onde deduzi que ambos pretendem ter filhos!
(Mara Montezuma Assaf, via e-mail)
Relação fértil
Dilma e Temer devem esclarecer à opinião pública o que vem a ser “uma relação fértil”. Para mim isso significa procriação, o que acho impossível que qualquer um dos dois seja capaz de fazer. Até entre si. Entendo, porém, que entre políticos isso deva ser alguma composição fisiológica, que é o que gostam e sabem fazer.
(Paulo Henrique C. de Oliveira, via e-mail)
O povo está órfão
Senhores parlamentares dos partidos da base aliada do governo da presidente Dilma:
Os senhores foram escolhidos para representar o povo, mas não é isso que se constata desde a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder. O povo está órfão e clama por socorro. Já são mais de 12 anos de governo populista e demagógico que joga migalhas para parte da população e não se preocupa com o desenvolvimento do País. O Brasil está se tornando pequeno. A pouca vergonha do toma lá da cá contaminou os poderes Executivo e Legislativo e os interesses da nação são jogados no latão de lixo. O Brasil respira por aparelhos. Tudo vai mal. Não dá mais para suportar o governo de Dilma Rousseff. É uma tremenda covardia não optar pelo impeachment da presidente. São poucos os brasileiros que não desejam um novo inquilino nos palácios do Planalto e Alvorada. Senhores parlamentares, principalmente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), chega de prestar desserviço ao Brasil. Fiquem do lado do povo. Evitem cutucar a onça com vara curta.
(Jeovah Ferreira, via e-mail)
Sem vergonha
Está faltando vergonha na cara da Dilma Rousseff. A presidente não mede esforços para continuar mentindo e fazer o diabo para continuar no poder! Já que insiste que as pedaladas fiscais de sua gestão não incorrem em crime de responsabilidade. Persiste neste discurso indigerível, mesmo ciente que fora condenada pelo TCU, e com um pedido de impeachment nas costas acolhido pela Câmara, em função deste desvio de conduta fiscal. E tentando ludibriar uma plateia de pobres brasileiros em Roraima, Dilma, descaradamente, reafirma que está sendo julgada em razão do projeto “Minha Casa Minha Vida”, no qual admite que utilizou os recursos incurso no crime das pedaladas fiscais. Ora, ela quis justificar o injustificável! Seria o mesmo que um magistrado dar salvo conduto a um cidadão que comete um crime, por exemplo, como de um corrupto dos muitos pegos na botija do Partido dos Trabalhadores, e em juízo este vil responde ao juiz que desviou recursos só para ajudar o próximo… Esta desculpa esfarrapada da Dilma Rousseff é de quem dirige uma Nação sem escrúpulo algum…
(Paulo Panossian, via e-mail)

