Brasil

A Celg como ela é Gratidão aos celgueanos – Parte II

Redação DM

Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 21:52 | Atualizado há 11 anos

Comunidade goianiense e povo goiano;

Desprezem aqueles dirigentes da Celg que se disfarçam de goianos quando na verdade não têm amor algum a Goiás, mas… não o façam aos que contribuíram dia após dia para o crescimento da empresa;

Pressionem os legisladores que até hoje não criaram uma lei tornando obrigatório o referendum popular que legitime a alienação de bens públicos do porte da Celg, mas… não o façam aos que defenderão a empresa até o descerrar das cortinas;

Reprovem a imprensa manipulada e desinformada que oculta ou desconhece a verdadeira história da Celg, mas… não reprovem os funcionários incapazes de distorcer a verdade para trilharem caminhos tortos;

Insultem os que covarde e propositadamente tentam transformar a Celg em vilã, mas… não o façam aos que não aceitam essa injustiça contra a empresa;

Alijem os que por imediatismo e sede de fazer caixa não permitem o desenvolvimento da empresa, mas… não alijem os empregados que ainda acreditam em uma Celg melhor, eficaz e com tarifa barata;

Hostilizem os que desejam encarecer a tarifa elétrica através da privatização, mas… não o façam aos servidores que desejam sinceramente reconstruir a Celg;

Ignorem os que não enxergam a Celg como uma empresa altamente rentável – mais de R$ 8 bilhões por ano –, mas… não ignorem os que planejam recuperar a empresa;

Abandonem aqueles que não admitem o fracasso das empresas privadas do setor elétrico – como a Eletropaulo de São Paulo e a Celtins do Tocantins, mas… não o façam em relação aos funcionários que deixaram o setor privado para trabalhar na Celg;

Recolham o mérito dos que não enxergam a eficiência das empresas estatais – como a Cemig e a Copel, mas… não desmereçam aqueles empregados da Celg que sempre apontaram, inutilmente, os gargalos da empresa;

Discordem do governo que, mesmo fornecendo energia elétrica para mais de 6 milhões de pessoas, abandonou a Celg com o único propósito de sucateá-la e vendê-la em prol de beneficiar pequenos grupos, mas… não o façam aos que cuidam da empresa como se fosse sua;

Desconsiderem os que não percebem serem as frequentes quedas de energia fruto da falta de investimento na Celg, mas… não ignorem os servidores que se deslocam de madrugada, sob temporais, para tentar recuperar a energia perdida;

Deportem os que conseguiram rebaixar a Celg de maior empresa do Centro-Oeste brasileiro a pior distribuidora de energia elétrica do país, mas… não o façam aos que injustamente foram impedidos de crescer na empresa por puro capricho de seus gestores;

Considerem indesejáveis os forasteiros que se apoderaram da Celg, nem um centavo depositaram nela e por ela nada fizeram, mas… não suprimam a consideração aos que até de motoristas se fazem para executar suas tarefas no interior;

Rechacem os que praticam o terrorismo administrativo levando ao stress o corpo de trabalho da Celg, mas… não o façam em relação à firmeza e à tenacidade dos que nunca se entregam, nunca se sentem derrotados e jamais capitulam;

Desacreditem dos que não sabem administrar uma receita superior a meio bilhão mensal, mas… não confisquem o crédito dos empregados da Ceg cuja remuneração não atinge 4% da receita líquida da empresa;

Questionem os que promoveram recentes concursos na Celg, mas… não questionem os jovens funcionários que ingressaram na empresa com o propósito de construir uma carreira promissora a agora estão prestes a ver seu sonho destruído.

 

(Aurélio Moraes Pacheco de Godoi, engenheiro civil, servidor da Celg D, [email protected])

 

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