A integridade de Marconi, um líder inconteste
Redação DM
Publicado em 21 de março de 2016 às 00:22 | Atualizado há 10 anos
Marconi Perillo, sem dúvidas, é um governador que sempre preservou a transparência nas suas ações públicas. Homem público, íntegro e honrado, assumiu em minha opinião, posições corajosas que às vezes contrariou interesses outros somente com a preocupação de alertar autoridades de outras esferas públicas na finalidade de proteger o povo brasileiro dos desvios de conduta evidenciados pelos fatos e escândalos, proveniente do famoso mensalão. Com essas iniciativas lhe rendeu forte perseguição política, principalmente segundo a imprensa, no ano de 2012 do então ex-presidente da República que antecedeu a Presidente Dilma. Fato comprovado recentemente pela delação premiada acordada na operação Lava-jato do ex-líder do governo federal no Senado, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), prontamente aceita e selada pelo ministro responsável pelo processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Os fatos comprovam de forma inconteste a integridade de Marconi Perillo, conforme os noticiários, agora depois de quase 4 anos.
De acordo com a divulgação nos meios de comunicação escrita, falada e televisada, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), enquanto estava preso, falou no seu depoimento (delação acordada e aceita), que a CPI dos Bingos (conhecida por CPI do Cachoeira) em 2012 foi criada para atingir Perillo e, na ocasião, enterrada pelos riscos de petistas envolver empresas aliadas às investigações, as quais teriam elas financiado por caixa 2 a campanha de 2010 do próprio PT. Trechos do depoimento do senador Delcídio do Amaral, transcritos desse depoimento, que disse: “A CPI foi muito incentivada pelo ex-presidente Lula com o objetivo de atingir o governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo”; “Verificando-se o risco que isso poderia representar, imediatamente a CPI se arrefeceu e terminou melancolicamente. Os próprios componentes da base do governo, quanto perceberam os riscos envolvidos, se articularam para acabar com a CPI”.
No último dia 16 de março (quarta-feira) foi divulgado no jornal O Popular, o desabafo de Marconi sobre o assunto, ele “sempre soube que estavam disseminando maldades, leviandades e mentiras”; “Fui à CPI e apresentei todas as explicações e provas, sem fugir de nenhum tema. O relatório da CPI não citou a mim ou a membros do governo, por absoluta falta de fatos que justificassem qualquer menção. O Conselho Superior do Ministério Público arquivou, em dezembro de 2014, a denúncia contra mim”; “Hoje o senador Delcídio do Amaral confirma, em seu depoimento, que tudo não passou de mera perseguição política. Assim, à medida que o tempo passa, vamos comprovando tudo o que vínhamos falando, inclusive que a CPI era um objeto de vingança e de armação política contra o nosso projeto de governo”, completou. Daquela época (em referência ao ano de 2012), ficou evidente que a CPI foi uma armação para tentar desestabilizar o governo de Marconi Perillo, “Em armação 2010 não conseguiram me derrotar no voto, nas urnas, no argumento e partiram para essa sordidez toda. Foi mais de um ano de muito sofrimento para meu governo, para minha família. Mas enfrentei tudo de cabeça erguida. Não guardo ódio, mágoas. Não faço coisas na política movido por vingança”, registrou.
Os poderes, como afirma a constituição federal, tem sua autonomia garantida, e nela, cabe ao poder judiciário recepcionar ou não, analisar e julgar dentro das premissas ao direito do contraditório das partes envolvidas em qualquer situação de conflito, de suspeita, participação em delitos, conforme o caso, assegurando a punição devida no código penal brasileiro. O que estamos ouvindo, lendo e vendo são situações que desabrocha, a fim de repor, de certa forma, o despertar para mudança de posturas, não só dos políticos, mas também de toda sociedade, seja ela, civil, militar ou judiciária.
Finalmente, a justiça aos poucos retrata e restabelece a verdade, antes tudo do pai de família, ser humano chamado Marconi Perillo. Administrador público e um Visionário, que transformou e continua transformando Goiás, bem como teve sua carreira política iniciada no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), respeitada até pelos seus opositores. Então em duas oportunidades, presidiu o PMDB jovem (1985-1987 e 1987-1989), período em que atuou também como membro do diretório estadual. Sendo assessor pessoal do governador Henrique Santillo em 1987 e 1991 e deputado estadual de 1991 a 1995. Em 1992, Marconi e Santillo, juntamente com outras lideranças do PMDB, filiam-se ao Partido Social Trabalhista (PST), permanecendo na legenda até 1993, quando a direção nacional da mesma, juntamente com a direção nacional do Partido Trabalhista Renovador (PTR) formalizam a fusão das legendas, criando o Partido Progressista (PP). Em 1994, Marconi é eleito deputado federal pelo PP, sendo o 6º mais votado. Na sequencia, em 1998, Marconi foi eleito governador pelo PSDB, com apenas 35 anos de idade, tornando-se então o mais jovem governador do Brasil. Nessas eleições, as pesquisas indicavam um grande favoritismo do ex-governador Iris Rezende, “ex-colega” de legenda de Marconi e a principal liderança política do estado à época. Marconi derrotou Iris Rezende no 2º turno e assumiu o governo de Goiás, reelegendo-se depois em 2002, ainda no 1º turno. Marconi foi eleito senador da república, onde foi vice-presidente do senado federal, em 2006 com 75% dos votos, a maior marca que um político de Goiás obteve em eleições, tudo por seu trabalho e, com certeza o reconhecimento da sociedade. Em 2010 foi eleito, voltou em 2011 ao governo pela 3ª vez sem apoio do governador Alcides Rodrigues, ganhando de Iris Rezende, candidato do PMDB e, reeleito em 2014 para o seu 4º mandato 2016-2018, ganhando novamente de Iris Rezende. Para reflexão do meu caro leitor, deixo aqui a seguinte frase, que diz: “No estado de direito, a democracia é universal, todos tem direito ao contraditório… garantido pela Carta Magna, a nossa Constituição de 1988”. Muita paz!
(Antonio Alencar Filho, administrador de empresas, formando pela Universidade Católica de Goiás, atual PUC; conselheiro da Associação Goiana de Imprensa – AGI; presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás, articulista do DM. Escreve especialmente para essa segunda-feira)