Alívio e esperança
Redação DM
Publicado em 2 de junho de 2016 às 02:22 | Atualizado há 1 anoApesar de a nova equipe econômica prever um déficit fiscal para 2017 de R$ 100 bilhões, contra os R$ 170,5 bi aprovados pelo Congresso para 2016, especialistas mais otimistas estimam que se os congressistas aprovarem nas próximas semanas as novas medidas anunciadas para recuperar as contas públicas, o déficit no próximo ano poderá ser reduzido para R$ 66 bilhões. Um sopro de alívio, e esperança de poder prever para 2018 que as contas públicas podem ficar no azul, formar um superávit primário nada desprezível, e alcançar um crescimento do PIB na ordem de até 3%. E também diminuindo este flagelo do desemprego…
(Paulo Panossian, via e-mail)
Uma declaração recente de Temer me chamou muito a atenção: “Eu sei lidar com bandidos”
Ele poderia aproveitar este momento de dúvidas quanto ao seu comportamento no exercício da presidência para ganhar valiosos pontos junto à opinião pública, mostrando que vai saber lidar com os bandidos da máfia dos planos de saúde e com a sua principal cúmplice, a ANS, que ano após ano conseguem, certamente por meios que ficaram explícitos depois do advento da Operação Lava Jato, que os planos sejam reajustados muito acima dos índices de inflação, roubando dinheiro dos indefesos consumidores desse necessário serviço, e enriquecendo vergonhosamente, e a olhos vistos, os proprietários dos planos, tornados verdadeiras potências econômicas em anos recentes.
Além do mais, se o governo pretende propor ao Congresso que, a cada ano, as despesas públicas só possam crescer na proporção da inflação do ano anterior, por que os segurados teriam que arcar com aumento compulsório de despesas acima da inflação?
Recentemente, li que a ANS está prestes a aprovar um reajuste anual bem acima da inflação.
(Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail)
Filme de terror

As demissões compulsórias de dois ministros em menos de um mês do governo de Michel Temer e o seu recuo em relação ao MinC, após pressão de um grupo de artistas narcisistas, são alguns dos aspectos a serem aproveitados pela atual oposição no sentido de obter no julgamento do Senado os votos necessários para devolver a presidência a Dilma Rousseff. O difícil para a sociedade que majoritariamente exigiu nas ruas o seu afastamento, será imaginar o que acontecerá ao País se tal recondução ocorrer. As medidas econômicas montadas pela atual equipe e eventualmente aprovadas serão mantidas? José Eduardo Cardozo voltará? E Lula, convidado de novo para ocupar a Casa Civil? Os milhares de cargos comissionados extintos serão reativados? Será reduzido por decreto o rombo de 170 bilhões nas contas públicas? Tais perspectivas constituem realmente a antevisão de um filme de terror. Deus se apiede do Brasil.
(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)
