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Ambev cria Instituto BORA com Yunus para mobilizar empresas em torno da inclusão

Redação Online

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 10:21 | Atualizado há 1 hora

A Ambev está transformando o BORA Hub, estrutura de conexão do ecossistema de inclusão produtiva criada em 2024, em Instituto e convidando outras empresas a participar de uma nova estrutura voltada à geração de renda e oportunidades. Sob gestão da Yunus Negócios Sociais, o novo Instituto terá governança compartilhada e reunirá empresas e organizações em uma rede que já conta com 120 membros, ampliando a capacidade de mobilização em torno da agenda de inclusão produtiva.

A transformação acontece após a construção de uma rede que já reúne 130 projetos cadastrados, em que os membros já geraram mais de R$ 810 milhões em renda. O novo modelo busca transformar essa capacidade de articulação em uma infraestrutura de impacto capaz de mobilizar mais capital, conhecimento, conexões e organizações para ampliar o alcance das oportunidades de geração de renda.

A proposta é combinar recursos financeiros com conhecimento e conexões para enfrentar uma das principais barreiras dos negócios de inclusão produtiva: o acesso às condições necessárias para desenvolver e ampliar suas iniciativas. O fundo coletivo será uma das ferramentas desse novo modelo e reunirá recursos de diferentes empresas para apoiar iniciativas do ecossistema. O recurso passa a se integrar a uma estrutura que já reúne capacitação, mentoria, conexão com mercado, inteligência e articulação em rede, fortalecendo a capacidade de apoiar negócios sociais e iniciativas filantrópicas e ampliar seu potencial de impacto.

Com a criação do Instituto Bora, o movimento inaugura também uma nova forma de participação: os Alma Matters. São instituições investidoras que passam a integrar o Conselho Consultivo do Instituto, contribuindo com diretrizes estratégicas e com as decisões sobre a alocação dos recursos do Fundo. O Instituto segue sob a gestão da Yunus, enquanto o Conselho amplia a construção coletiva e aproxima diferentes organizações de um mesmo propósito: fortalecer a inclusão produtiva e gerar impacto em escala.

Os recursos do Fundo serão direcionados ao apoio de negócios sociais e organizações sem fins lucrativos, por meio do FIDC Yunus e de editais próprios do Instituto. E essa mesa começa maior, mas não começa fechada. Ambev, Yunus e PepsiCo, como membros fundadores, fazem um convite aberto a outras empresas que queiram construir essa agenda conjuntamente. Ao se tornarem Alma Matters, novas organizações poderão contribuir com conhecimento, recursos e capacidade de mobilização, ampliando uma rede que nasce com a ambição de transformar colaboração em impacto concreto e fazer da inclusão produtiva uma agenda cada vez mais coletiva no Brasil.

“O BORA nasceu na Ambev para ampliar a agenda de inclusão produtiva e, ao longo dos anos, deu origem a uma rede de organizações, projetos e oportunidades. Agora, damos um novo passo com o BORA Hub, que se torna Instituto para ampliar a mobilização de parceiros e recursos. A Ambev seguirá desenvolvendo suas iniciativas próprias, enquanto o Instituto amplia o espaço para a contribuição de outras organizações”, explica Laura Aguiar, diretora de Impacto e Relações com a Sociedade da Ambev.

A experiência acumulada pela Ambev na agenda de geração de renda e inclusão produtiva agora se soma à estrutura criada pelo BORA Hub, em 2024, para ampliar a participação do setor privado e reunir diferentes capacidades em torno desse desafio. Com o compromisso de incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros até 2032, a companhia amplia o modelo para potencializar o alcance das iniciativas e oportunidades geradas pelo BORA.

“Inclusão socioprodutiva é um problema de escala nacional, e nenhuma empresa, OSC ou fundação resolve isso sozinha. O que aprendemos em dois anos de Bora Hub é que o valor não está apenas em cada organização, está na conexão entre elas: juntos fazemos mais do que a soma das partes. O Instituto Bora formaliza essa lógica em uma coalizão, com governança compartilhada e um fundo coletivo. Ele deixa de ser um programa e passa a ser infraestrutura de impacto para a tese de inclusão socioprodutiva, com dados, métricas e prestação de contas.

O que estamos propondo é um verdadeiro pacto nacional pela inclusão socioprodutiva, e ele só se sustenta se quem financia e quem executa decidirem juntos” afirma Bárbara Almeida Ladeia, gerente de Inovação Socioambiental da Yunus Negócios Sociais América Latina. A criação do Instituto não encerra a atuação da Ambev no BORA. A companhia, responsável por criar e impulsionar a iniciativa em 2022, continuará como organização mantenedora, participando da governança do Instituto e desenvolvendo projetos próprios relacionados à sua cadeia e à sua estratégia de impacto.

“Na PepsiCo, acreditamos que ampliar oportunidades de geração de renda e desenvolvimento é fundamental para construir comunidades mais fortes e resilientes. Por isso, temos satisfação em integrar o Instituto BORA e somar esforços com organizações que compartilham o compromisso de ampliar a inclusão produtiva no Brasil. Essa iniciativa está alinhada à visão de PepsiCo Positive (pep+), nossa estratégia de crescimento com impacto positivo para as pessoas e para o planeta, e reforça nossa convicção de que a colaboração é essencial para promover transformações sociais em escala” comenta Regina Teixeira, diretora sênior de Assuntos Corporativos da PepsiCo BrasilA previsão é que a constituição do Instituto seja concluída ao longo de 2026, com início dos investimentos do fundo previsto para 2027.

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