Ano amargo para os produtores rurais
Redação DM
Publicado em 28 de maio de 2016 às 02:39 | Atualizado há 10 anosSão mais quatro décadas de luta dos agricultores em busca de produção e produtividade, tanto nas lavouras como nas criações de animais, na região Centro-Oeste. As lavouras de antes eram mais de subsistência do que de mercado. Plantava-se para assegurar reserva de contingência da própria família, encher a tulha ou o paiol, quando sobrava mantimento, vendia-se para o precário mercado consumidor. A ciência agrícola, tecnologia, existia mais era pouco conhecida, como tal, pouco usual na região, imenso centro-oeste, hoje, quase que celeiro do país, e, mesmo, do mundo. As máquinas agrícolas, tratores, plantadeiras,
São mais quatro décadas de luta dos agricultores em busca de produção e produtividade, tanto nas lavouras como nas criações de animais, na região Centro-Oeste. As lavouras de antes eram mais de subsistência do que de mercado. Plantava-se para assegurar reserva de contingência da própria família, encher a tulha ou o paiol, quando sobrava mantimento, vendia-se para o precário mercado consumidor. A ciência agrícola, tecnologia, existia mais era pouco conhecida, como tal, pouco usual na região, imenso centro-oeste, hoje, quase que celeiro do país, e, mesmo, do mundo. As máquinas agrícolas, tratores, plantadeiras, colhedeiras, outros implementos, quando presentes eram precários, plantava-se lavoura de tecnologia arcaica para subsistência nas terras onduladas, porém férteis, adubação ainda era pouco, muito pouco usual.
O Cerrado, constituído de terras planas, portanto, mais agricultáveis, porém a mecanização agrícola estava ainda a espera, contudo, na primeira metade do século XX e começo da segunda, a política agrícola passou a incentivar a sua incorporação no processo produtivo regional. Intocados, asfixiavam a oportunidade de progresso das cidades interioranas, então estagnadas. Era usado como pastagem natural, pastagem precária, as vezes, a erva de cobertura do solo era o chamado capim meloso, ou mesmo, o Jaraguá, este, embora de terra de cultura, medrava no cerradão, sem viço melhorando o visual agreste. As campinas, veredas, idílicas veredas, tão bem decantadas, por Guimarães Rosa em sua imortal obra: “ Grandes Sertões: Veredas”, amenizavam o imenso desafio da alimentação dos rebanhos, na seca, por meio das queimadas, onde cercas de arame ainda eram raras, ensejando a figura legendária do vaqueiro campeiro adentrando a imensidão, farejando pelos rastos, pegadas, as manadas ou rezes perdidas no ermo, como a vaca que desgarrava do rebanho para dar cria.
A brota subsidiada pela queimada, oferecia, em meio à sequidão, pasto verdejante, capim tenro. O século XX, década de 70, constitui marco divisor da lavoura arcaica de subsistência, pecuária incipiente, pela lavoura mecanizada, produção e produtividade crescentes, contribuindo cada vez mais para abastecer o mercado interno e o internacional, contrastando, ainda hoje, com a lentidão, lerdeza do estado no processo de escoamento encarecendo, e assim, limitando, tornando gravosa a competição no mercado externo. Naquele tempo, a escassez de estradas, que a princípio constituíam grande obstáculo ao progresso e escoamento, vieram com a construção de Brasília, no planalto central, desafiando a civilização do caranguejo, da orla marítima e da oposição ferrenha, contumaz de seus protagonistas facilitar o escoamento, incentivando a produção. Tamanha, tão nobre missão, foi realizada pelo saudoso e maior presidente da república que o Brasil já teve, em toda a sua história, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Em apenas, um mandato realizou o mais substancioso feito da república, a interiorização da capital, inaugurando-a no final de seu governo de apenas um mandato. Diferente do que pensava, os opositores da mudança, civilização do caranguejo, Castelo Branco consolidou-a. Rodovias pioneiras descortinaram os sertões. Governante maiúsculo, empreendedor, dotado de visão, ao contrário de quase todos os outros, estrábicos, JK gravou indelevelmente seu nome na história deste país. Em meio a conjuntura atual, a política, meio século depois, continua eivada de vícios hediondos, mais do que aqueles da era da escravidão, porquanto, rouba verba pública capaz de emancipar, paulatinamente, os milhões de patrícios, deserdados da sorte, entre eles, os meninos abandonados, embora haja um estatuto da criança e adolescente, continuam caminhando para as drogas, banditismo organizado, como correntes caudalosas de ribeiros e riachos.
Focando, de novo, a conjuntura amarga para os produtores, frustração da safrinha e queda na outra, geradoras da riqueza, ponto de apoio para o crescimento, saída do atoleiro econômico, ao alimentar o Agronegócio, fonte de abastecimento interna em matéria prima e comida, bem como exportação. Portanto, cabe ao governo, lideranças classistas, procederem, uma análise realística da frustração, prejuízos. Prejuízos, gerados pelo excesso de dióxido de carbono na atmosfera, causando as tão faladas bolhas, consoantes informes da meteorologia, desviando as correntes marítimas e, deste modo, as chuvas da rota normal, desencadeando prejuízo abismal aos lavourista, planejando e implementando política de incentivo à irrigação. Amenizando, com oferta adicional, a carestia na mesa dos consumidores, pois, o preço da matéria prima que alimenta as granjas de suínos e aves, estábulos, subiu, principalmente o milho, assustadoramente, dobrou de uma ora para outra, a situação já vinha agravando, com a inflação, atual atoleiro, dívida interna astronômica e desequilíbrio orçamentário, despesas maiores do que arrecadação.
Pense bem, tivesse o país, estado governante, e mesmo lideranças classistas identificadas com a política agrícola, já estaria em campo ação analisando prejuízos reais, rombo na produção e abastecimento embasando outra, em curto espaço de tempo, junto aos produtores dotados de infraestrutura irrigante, destinada a cobrir o rombo deixado pela frustração de colheita. A agricultura, diferente de outras fontes geradoras de riqueza de longo período de maturação, pode ofertar, consoante a cultura, várias safras num só ano, graças a ciência, encimada pela pesquisa, carro chefe de todo desenvolvimento. Para tanto, precisa de política relâmpago de incentivos, incentivo fiscal mesmo, diferente daquela outra comunal, a monetária junto aos irrigantes e, toda sorte de outros identificados, com experiência e vontade de produzir, tanto para cobrir prejuízo, como para faturar nova receita, disposição de herói anônimo, própria dos altaneiros lavourista e criadores.
Política tal, além de suprir o baque deixado pela estiagem, irá oportunizar, diferente do paternalismo modal dos governos, milhares de lavourista à cobrirem prejuízos. Ademais, criar novos empregos, serviços e impostos, todos ultra cobiçados na atualidade. Implementada com maestria, constituirá oportunidade excelente para os governantes e lideranças classistas, um tanto desgastados, recuperarem a confiança perdida, ora, abaixo do sofrível. A nação, de chofre, sem a produção de sua safrinha, e, mesmo certa escassez da outra anterior, não possui divisas, tão pouco, fôlego para importar gêneros alimentícios, como fez no governo José Sarney, quase todos, incrível superfaturados, o processo corruptivo em pauta, vem de eras priscas, se perde nas brumas do tempo.
Esperamos que, com o exemplo singular do ministro Joaquim Barbosa no STF, penalizando, pela primeira vez na história, figurões do alto escalão governamental resgatando a imagem daquele tribunal mor, para as gerações do agora e do amanhã, bem como, no atual momento, a maestria destemida do ínclito Juiz Sergio Moro, na operação Lava Jato, possam resgatar o país das garras de toda sorte de lobos e raposas, aves de rapinas, inimigas do sistema democrático e da ética na política, fervorosos adeptos da corrente política maquiavélica, política como arte da velhacaria. Homens de conduta altiva, ilibada, como eles, poderão redimir a nação, livrando-a de pesadelo escabroso, redundante, da arte de esbulhar a própria sociedade votante que os elegeram, para bem servir a comunidade, em vez de torná-la, virtualmente, sem querer querendo, burra de carga do estado e carruagem de luxo dos ocupantes do poder.
Uma política destemida, corajosa, honesta, poderá aproveitar o próprio solo ocupado com lavouras frustradas, desde que haja, ali, próximo, água para os produtores versados nas lides de irrigação, fazendo-o em curto espaço de tempo, produzir, mormente milho, sorgo, para abastecer granjeiros e todos os demais consumidores.
(Josias Luiz Guimarães, veterinário pela UFMG, pós-graduado em filosofia política pela PUC-GO, produtor rural)
colhedeiras, outros implementos, quando presentes eram precários, plantava-se lavoura de tecnologia arcaica para subsistência nas terras onduladas, porém férteis, adubação ainda era pouco, muito pouco usual.
O Cerrado, constituído de terras planas, portanto, mais agricultáveis, porém a mecanização agrícola estava ainda a espera, contudo, na primeira metade do século XX e começo da segunda, a política agrícola passou a incentivar a sua incorporação no processo produtivo regional. Intocados, asfixiavam a oportunidade de progresso das cidades interioranas, então estagnadas. Era usado como pastagem natural, pastagem precária, as vezes, a erva de cobertura do solo era o chamado capim meloso, ou mesmo, o Jaraguá, este, embora de terra de cultura, medrava no cerradão, sem viço melhorando o visual agreste. As campinas, veredas, idílicas veredas, tão bem decantadas, por Guimarães Rosa em sua imortal obra: “ Grandes Sertões: Veredas”, amenizavam o imenso desafio da alimentação dos rebanhos, na seca, por meio das queimadas, onde cercas de arame ainda eram raras, ensejando a figura legendária do vaqueiro campeiro adentrando a imensidão, farejando pelos rastos, pegadas, as manadas ou rezes perdidas no ermo, como a vaca que desgarrava do rebanho para dar cria.
A brota subsidiada pela queimada, oferecia, em meio à sequidão, pasto verdejante, capim tenro. O século XX, década de 70, constitui marco divisor da lavoura arcaica de subsistência, pecuária incipiente, pela lavoura mecanizada, produção e produtividade crescentes, contribuindo cada vez mais para abastecer o mercado interno e o internacional, contrastando, ainda hoje, com a lentidão, lerdeza do estado no processo de escoamento encarecendo, e assim, limitando, tornando gravosa a competição no mercado externo. Naquele tempo, a escassez de estradas, que a princípio constituíam grande obstáculo ao progresso e escoamento, vieram com a construção de Brasília, no planalto central, desafiando a civilização do caranguejo, da orla marítima e da oposição ferrenha, contumaz de seus protagonistas facilitar o escoamento, incentivando a produção. Tamanha, tão nobre missão, foi realizada pelo saudoso e maior presidente da república que o Brasil já teve, em toda a sua história, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Em apenas, um mandato realizou o mais substancioso feito da república, a interiorização da capital, inaugurando-a no final de seu governo de apenas um mandato. Diferente do que pensava, os opositores da mudança, civilização do caranguejo, Castelo Branco consolidou-a. Rodovias pioneiras descortinaram os sertões. Governante maiúsculo, empreendedor, dotado de visão, ao contrário de quase todos os outros, estrábicos, JK gravou indelevelmente seu nome na história deste país. Em meio a conjuntura atual, a política, meio século depois, continua eivada de vícios hediondos, mais do que aqueles da era da escravidão, porquanto, rouba verba pública capaz de emancipar, paulatinamente, os milhões de patrícios, deserdados da sorte, entre eles, os meninos abandonados, embora haja um estatuto da criança e adolescente, continuam caminhando para as drogas, banditismo organizado, como correntes caudalosas de ribeiros e riachos.
Focando, de novo, a conjuntura amarga para os produtores, frustração da safrinha e queda na outra, geradoras da riqueza, ponto de apoio para o crescimento, saída do atoleiro econômico, ao alimentar o Agronegócio, fonte de abastecimento interna em matéria prima e comida, bem como exportação. Portanto, cabe ao governo, lideranças classistas, procederem, uma análise realística da frustração, prejuízos. Prejuízos, gerados pelo excesso de dióxido de carbono na atmosfera, causando as tão faladas bolhas, consoantes informes da meteorologia, desviando as correntes marítimas e, deste modo, as chuvas da rota normal, desencadeando prejuízo abismal aos lavourista, planejando e implementando política de incentivo à irrigação. Amenizando, com oferta adicional, a carestia na mesa dos consumidores, pois, o preço da matéria prima que alimenta as granjas de suínos e aves, estábulos, subiu, principalmente o milho, assustadoramente, dobrou de uma ora para outra, a situação já vinha agravando, com a inflação, atual atoleiro, dívida interna astronômica e desequilíbrio orçamentário, despesas maiores do que arrecadação.
Pense bem, tivesse o país, estado governante, e mesmo lideranças classistas identificadas com a política agrícola, já estaria em campo ação analisando prejuízos reais, rombo na produção e abastecimento embasando outra, em curto espaço de tempo, junto aos produtores dotados de infraestrutura irrigante, destinada a cobrir o rombo deixado pela frustração de colheita. A agricultura, diferente de outras fontes geradoras de riqueza de longo período de maturação, pode ofertar, consoante a cultura, várias safras num só ano, graças a ciência, encimada pela pesquisa, carro chefe de todo desenvolvimento. Para tanto, precisa de política relâmpago de incentivos, incentivo fiscal mesmo, diferente daquela outra comunal, a monetária junto aos irrigantes e, toda sorte de outros identificados, com experiência e vontade de produzir, tanto para cobrir prejuízo, como para faturar nova receita, disposição de herói anônimo, própria dos altaneiros lavourista e criadores.
Política tal, além de suprir o baque deixado pela estiagem, irá oportunizar, diferente do paternalismo modal dos governos, milhares de lavourista à cobrirem prejuízos. Ademais, criar novos empregos, serviços e impostos, todos ultra cobiçados na atualidade. Implementada com maestria, constituirá oportunidade excelente para os governantes e lideranças classistas, um tanto desgastados, recuperarem a confiança perdida, ora, abaixo do sofrível. A nação, de chofre, sem a produção de sua safrinha, e, mesmo certa escassez da outra anterior, não possui divisas, tão pouco, fôlego para importar gêneros alimentícios, como fez no governo José Sarney, quase todos, incrível superfaturados, o processo corruptivo em pauta, vem de eras priscas, se perde nas brumas do tempo.
Esperamos que, com o exemplo singular do ministro Joaquim Barbosa no STF, penalizando, pela primeira vez na história, figurões do alto escalão governamental resgatando a imagem daquele tribunal mor, para as gerações do agora e do amanhã, bem como, no atual momento, a maestria destemida do ínclito Juiz Sergio Moro, na operação Lava Jato, possam resgatar o país das garras de toda sorte de lobos e raposas, aves de rapinas, inimigas do sistema democrático e da ética na política, fervorosos adeptos da corrente política maquiavélica, política como arte da velhacaria. Homens de conduta altiva, ilibada, como eles, poderão redimir a nação, livrando-a de pesadelo escabroso, redundante, da arte de esbulhar a própria sociedade votante que os elegeram, para bem servir a comunidade, em vez de torná-la, virtualmente, sem querer querendo, burra de carga do estado e carruagem de luxo dos ocupantes do poder.
Uma política destemida, corajosa, honesta, poderá aproveitar o próprio solo ocupado com lavouras frustradas, desde que haja, ali, próximo, água para os produtores versados nas lides de irrigação, fazendo-o em curto espaço de tempo, produzir, mormente milho, sorgo, para abastecer granjeiros e todos os demais consumidores.
(Josias Luiz Guimarães, veterinário pela UFMG, pós-graduado em filosofia política pela PUC-GO, produtor rural)