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Após avaliação técnica, SUS mantém fora da rede pública vacina contra herpes-zóster

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 14:50 | Atualizado há 6 meses

Decisão do SUS mantém fora da rede pública a vacina contra herpes-zóster | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Decisão do SUS mantém fora da rede pública a vacina contra herpes-zóster | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) decidiu não incluir, neste momento, a vacina contra o herpes-zóster, doença popularmente conhecida como cobreiro, no calendário de imunização da rede pública. A decisão foi oficializada na última segunda-feira (19) por meio de publicação no Diário Oficial da União.

A decisão do SUS diz respeito à vacina recombinante adjuvada, analisada para uso em idosos com 80 anos ou mais e em pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. Mesmo com a definição do público-alvo, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar o imunizante à rede pública.

A decisão ocorreu após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O órgão avalia critérios como evidências científicas, impacto financeiro e custo-efetividade antes de recomendar a inclusão de medicamentos, vacinas e procedimentos na rede pública.

De acordo com a Conitec, o processo de avaliação considera não apenas a eficácia e a segurança do produto, mas também a viabilidade de oferta em larga escala pelo SUS. Esses fatores orientam a tomada de decisão sobre quais tecnologias passam a integrar o sistema de saúde pública.

A vacina contra o herpes-zóster tem como objetivo prevenir a reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece alojado no organismo de forma latente e pode voltar a se manifestar anos ou até décadas depois.

A reativação costuma ocorrer com mais frequência em pessoas idosas ou com o sistema imunológico enfraquecido, situações em que a imunidade tende a diminuir. Nesses casos, o herpes-zóster pode provocar lesões dolorosas na pele e outras complicações associadas.

Mesmo com a decisão atual, a incorporação de novas vacinas ao SUS pode ser reavaliada futuramente, conforme a atualização de estudos científicos e análises econômicas realizadas pelos órgãos técnicos do Ministério da Saúde.


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