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Brasil aparece como o 5º país mais desigual do mundo, aponta novo relatório internacional

Léo Carvalho

Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 10:23 | Atualizado há 6 meses

Brasil aparece como o quinto país mais desigual do mundo, segundo produzido pela rede internacional do World Inequality Lab | Foto: Divulgação
Brasil aparece como o quinto país mais desigual do mundo, segundo produzido pela rede internacional do World Inequality Lab | Foto: Divulgação

Um levantamento recente do World Inequality Lab, grupo global de pesquisadores dedicado ao estudo da distribuição de renda e riqueza, posiciona o Brasil como o 5º país mais desigual do mundo entre 216 nações analisadas. O ranking considera a participação dos estratos mais ricos e mais pobres na renda nacional.

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As informações fazem parte da terceira edição do Relatório da Desigualdade Global, elaborado pela rede vinculada à Paris School of Economics. O projeto reúne mais de duzentos pesquisadores de diversos continentes e é coordenado pela equipe do economista francês Thomas Piketty, autor de obras de grande impacto sobre desigualdade, como “O Capital no Século 21”, lançado em 2013.

De acordo com o relatório, os 10% mais ricos concentram 59,1% de toda a renda per capita do país. Já a metade mais pobre da população fica com apenas 9,3% do total, evidenciando um abismo histórico que se mantém apesar de avanços pontuais nos indicadores sociais.

O estudo também aponta forte disparidade na distribuição do patrimônio. Os dados mostram que os 10% mais ricos detêm cerca de 70% da riqueza nacional, enquanto o 1% mais rico concentra sozinho mais de um terço desse montante.

Especialistas ressaltam que a posição elevada do Brasil no ranking decorre de fatores estruturais, como baixa progressividade tributária, desigualdade educacional e concentração de ativos. A permanência do país entre os mais desiguais do planeta é observada mesmo com a recente queda no coeficiente de Gini registrada pelo IBGE, que indica melhora no curto prazo, mas insuficiente para alterar o quadro global.

O relatório reforça que a desigualdade brasileira continua entre as mais altas do mundo, mantendo o país no topo de diferentes comparações internacionais que medem renda, riqueza e acesso a oportunidades.

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