Brasil avança na prevenção do HIV com testes de Lenacapavir pelo SUS
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 14:58 | Atualizado há 6 meses
Dose de Lenacapavir | Foto: https://agenciaaids.com.br
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciará estudos sobre o Lenacapavir em sete cidades, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O tratamento consiste em uma injeção semestral (a cada seis meses) para a prevenção do HIV e será fabricado pelo laboratório Gilead Sciences, que possui escritórios em São Paulo e Brasília.
A pesquisa contemplará cinco estados diferentes, com distribuições pontuais para voluntários. No Rio de Janeiro, as cidades que receberão as doses são Rio de Janeiro e Nova Iguaçu; em São Paulo, Campinas; na Bahia, Salvador; e, em Santa Catarina, Florianópolis.
Os grupos que poderão participar como voluntários são homens gays e bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. Para participar do estudo, os voluntários precisarão realizar testes e apresentar resultado negativo para o vírus HIV.
Para o início das aplicações, a fabricante depende da chegada de agulhas específicas. Por se tratar de uma injeção subcutânea de longa duração, o Lenacapavir exige uma agulha mais grossa e adaptada, para garantir a absorção correta do fármaco, que possui maior volume e viscosidade.
A deputada Erika Hilton (PSOL) comemorou, em suas redes sociais, esse avanço na prevenção da doença e parabenizou a deputada Duda Salabert (PDT) por lutar constantemente pela incorporação do Lenacapavir, não apenas na produção, mas também na distribuição gratuita em âmbito nacional.