Cão com lesão medular volta a andar após tratamento com polilaminina no Rio
Léo Carvalho
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 15:36 | Atualizado há 5 meses
Professora Tatiana Coelho, da UFRJ, coordenadora do estudo que acompanha cães com lesão medular e que ajudou o cão Teodoro | Foto: Divulgação
Um cão que havia perdido os movimentos das patas traseiras após uma lesão grave na medula espinhal voltou a caminhar depois de receber aplicações de polilaminina, proteína desenvolvida no Brasil e ainda em fase experimental para tratamento de lesões medulares.
O cachorro, chamado Teodoro, mora na Zona Oeste do Rio de Janeiro e foi um dos seis selecionados para participar de um estudo conduzido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa é coordenada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio e investiga o potencial da polilaminina na regeneração do tecido nervoso.

Durante seis meses, Teodoro recebeu injeções da substância diretamente na região da coluna e foi acompanhado pela equipe de pesquisadores. De acordo com os dados divulgados pelos responsáveis pelo estudo, o cão recuperou a sensibilidade nos membros posteriores e voltou a andar.
A polilaminina é baseada na laminina, proteína presente naturalmente no organismo e associada à estrutura e regeneração celular. O composto vem sendo estudado há anos como possível alternativa terapêutica para lesões na medula espinhal, mas ainda não possui aprovação para uso clínico amplo em humanos ou animais fora de protocolos experimentais.
Relatos divulgados pela equipe indicam que, entre os seis cães participantes, quatro apresentaram melhora significativa na função motora. Os resultados ainda são considerados preliminares e fazem parte de pesquisa em andamento.