COP30 começa em Belém com Curupira como símbolo da defesa das florestas
Redação Online
Publicado em 10 de novembro de 2025 às 16:15 | Atualizado há 7 meses
Com cabelos flamejantes e pés virados para trás, o personagem tupi-guarani representa a força da cultura brasileira
O Curupira, guardião das matas e símbolo do folclore amazônico, foi anunciado como mascote oficial da COP30, conferência climática da ONU que começa nesta segunda-feira (10/11), em Belém (PA). Com cabelos flamejantes e pés virados para trás, o personagem tupi-guarani representa a força da cultura brasileira e o compromisso do país com a preservação ambiental.
Durante a abertura, o governo reforçou a meta de eliminar o desmatamento em menos de uma década e destacou a Amazônia como tema central do evento, que segue até 21 de novembro. A autora Januária Alves, estudiosa da lenda, explicou que o Curupira é “um ser fantástico, mágico e defensor da floresta”, ao ressaltar sua simbologia de resistência e proteção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), que pretende captar US$ 125 bilhões, cerca de R$ 669 bilhões, para recompensar países que conservam suas florestas. A iniciativa foi apresentada como um passo estratégico para financiar a transição verde e premiar práticas sustentáveis.
De acordo com dados oficiais, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 11% entre agosto de 2024 e julho de 2025 e registrou o menor índice em mais de uma década. O resultado foi recebido como sinal de avanço nas políticas ambientais do governo brasileiro.
A escolha do mascote, porém, provocou debates nas redes sociais. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a decisão ao afirmar: “Excelente escolha pra representar o Brasil e nossas florestas: anda pra trás e pega fogo”. Apesar das críticas, o personagem conquistou apoio de ambientalistas e lideranças culturais.
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