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Corpo de goiana encontrada morta no Canadá é velado em Goiânia

Redação Online

Publicado em 29 de março de 2026 às 11:42 | Atualizado há 4 meses

A família só recebeu a confirmação da identidade há cerca de um mês
A família só recebeu a confirmação da identidade há cerca de um mês

O corpo de Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi velado na manhã deste domingo (29/03), no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia. O enterro ficou marcado para as 14h, conforme informou a família. A certidão de óbito emitida na província de Québec apontou que Letícia morreu em 15 de janeiro de 2024, vítima de hipotermia. A goiana estava desaparecida desde 2023.

O corpo foi localizado apenas em abril de 2024, três meses após a morte, em uma área de floresta na região de Coaticook, no Canadá. A descoberta ocorreu por caçadores, segundo informações de uma organização especializada em identificação de restos humanos.

A família só recebeu a confirmação da identidade há cerca de um mês. O corpo permaneceu preservado até a conclusão dos exames. A identificação contou com apoio de autoridades internacionais, juntamente de dados coletados anteriormente.

Letícia estava nos Estados Unidos antes de desaparecer. O último contato com familiares ocorreu em dezembro de 2023, quando ela se encontrava em Boston. Após o sumiço, buscas internacionais foram iniciadas.

Segundo familiares, o período foi marcado por angústia e incertezas. A confirmação da morte trouxe tristeza, mas também encerrou um ciclo de espera. Letícia deixou uma filha de 12 anos. O pai dela morreu no ano passado sem saber o desfecho do caso.

Formada em Química pela Universidade Federal de Goiás, Letícia também concluiu mestrado no Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Ela desenvolvia pesquisa voltada a combustíveis mais seguros para aeronaves e chegou a iniciar doutorado.

Familiares destacaram o perfil estudioso, o envolvimento com atividades esportivas e a dedicação a trabalhos voluntários. Em determinado período, Letícia interrompeu a carreira acadêmica para se dedicar à vida religiosa.

Os custos para trazer o corpo ao Brasil foram assumidos pela família. O processo envolveu etapas de liberação, identificação e transporte internacional.

Foto: Arquivo Pessoal


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