Brasil

Cosplayers e gamers combatem caretice goiana

Redação Online

Publicado em 19 de setembro de 2026 às 22:21 | Atualizado há 10 minutos

Ao terminar o GoGame Festival [no último domingo, 13], no Passeio das Águas, ele deixa saudades para uma comunidade que vive de forma paralela aos escândalos do Brasil: gamers, geekers, cosplayers, aficionados, etc, jogaram para cima os aborrecimentos da vida e vestiram a fantasia da vida digital. Alienados? Não. Focados nos prazeres, que remetem menos ao dinheiro roubado e mais ao ‘ser’ – um debate ontológico que nos revolve aos gregos.


Estive lá no último dia, mas o evento ocorreu em três dias: sexta, sábado e domingo. No último dia, o resumo de tudo: na entrada, lojinhas com produtos geeks (squishes, camisetas, bonecos de anime, etc). No centro, um palco com youtubers que eu, graças a Deus, nunca ouvi falar – e olha que sigo muitos da bolha gamer. Mas isso não é crítica. Elogio: existe diversidade e imensidão temática. E tinha muito mais: consoles montados para jogadores, competições, eventos de Just Dance, Counter Strike, Fifa Soccer/ EA, Donkey Kong, etc.
Antes, todavia é importante voltar no tempo: na semana anterior, dia 5 de setembro, acredite, ocorreu o XZone, uma verdadeira surpresa de evento, no Tatersal de Elite, em Goiânia, com 5 mil presentes. Organizado pela XGame e Nexus Produtora, a festa gamer surpreendeu e deixou sinais de que ocorrerá novamente em 2027.
Foi um evento ainda mais participativo: o público foi convidado a jogar o Xzone – experiência de gamificação do evento que transformou o espaço do festival em uma grande jornada. Missões e checkpoints, fases comuns dos games, levaram um vencedor ao topo: ganhar um PCGamer de R$ 20 mil.
Agora, vamos para o presente: neste domingo, no Hub Goiás, no setor Universitário, acontece o Animegyn Festival, a partir das 11h, com Arena, batalha medieval, K-pop, etc.
Mas voltemos ao GoGame, que também movimentou grande público. Em um dos stands, dezenas de jogadores de tabuleiros. Até um futebol de botão em 3D físico! Ponto bem marcado!
Ao lado das minhas filhas de 6 e 2 anos (Valente e Cat) esposa (Jack, daria uma ótima cosplay Wonder Woman), curtimos os detalhes: elas jogaram, fizeram fotos com os cosplayers (centenas, milhares espalhados no evento) e compraram souvenirs.
Os preços da praça de alimentação estavam justos. E, acredite, apesar do calor, a circulação de ar estava excelente.
Em ‘a parte’ de imensa magnitude, os cosplayers dominaram o GoGame, uma vez que cada vez mais os jovens embarcam na fantasia dos personagens. Os hits: Mario, Naruto Uzumaki, Homem Aranha. Ausências: Sonic, Aloy, Lara Croft, Mulher Maravilha. Não os vi.
Um cosplayer estava bem a caráter do arquétipo ermos de Goiás: John Marston, de “Red Dead Redemption”.
Eles estão cada vez mais realistas. Fiz fotos com “Assassins Creed” e Link, de “Zelda”. Também pedi foto para o Cabeça de Triângulo, assustador personagem do game/filme “Silent Hill” .
Minhas filhas fizeram fotos com os mais fofos – a Moranguinho, por exemplo, por conta própria, dava balinhas para quem pedia foto.
Nas arenas games, muita empolgação com “Just Dance” e jogos competitivos como CS. Games de luta como o mais recente “Street Figher” empolgaram os jogadores com partidas rápidas.

Souvenirs
Comprei uma estátua “God of War”, feita em impressora 3D, por R$ 99. Achei o preço salgado. A epidemia de impressoras tende a reduzir pela metade os preços dos produtos. Mas a ‘figure’ comprada estava impecável.
O dia passou rápido. Poderia ter mais eventos, claro, pois sempre pode melhorar, caso de um museu de consoles (tenho meu pequeno museu!), oficinas mais práticas de produção e linguagem, talvez aulas de Unity, Unreal, Construct, etc. E maquiagem e costura e customização de fantasias. Apresentação de games locais. E nas vendas: não achei…jogos! Sim, jogos físicos, retrôs, etc. Um evento dessa magnitude precisa de stands com games raros, cartuchos, CDs, periféricos.
Seria bom [ pra mim] o foco maior nisso e menos no cara que balança os bracinhos no Youtube – que tem que ter, claro.


Sim, dubladores são legais, mas não precisa de tantos! Quem sabe a metade! E, cá pra nós, Nivy Stephan e outras já deram sua contribuição. Figurinhas repetidas trocamos no bafo.
Ao fim, o resultado é de otimismo, pois o GoGame é do nivel da Campus Party, com grande potencial para eternizar nas próximas décadas, e combater a caretice de Goiás. Da mesma forma, o XZone, pois teve uma proposta mais participativa, convidando a uma reflexão sobre pensar os games como trabalho, emprego e indústria.


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