Cresce 36% o número de mortes por Covid em jovens
Redação DM
Publicado em 29 de março de 2021 às 10:39 | Atualizado há 2 anos

Relato de Samuel
Na última semana, o jovem recebeu alta da UTI e foi levado para um leito na enfermaria. Um médico gravou o relato do jovem.
“Eu dei bobeira. Não levei a sério e quase morri. Se eu não estivesse intubado a tempo eu teria morrido”, diz ele, falando com dificuldade, enquanto usa uma máscara de oxigênio.
A fisioterapeuta que acompanhou Samuel, informou que o caso dele foi uma exceção, uma vez que os pacientes não se recuperam tão rápido assim. “Quando a pessoa não consegue ser intubada rápido, pode evoluir para o óbito ou ficar dependente da ventilação por muito tempo”, diz a fisioterapeuta.
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Nas últimas semanas o quadro de pacientes mudou nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os hospitais registraram o maior número de jovens infectados desde o início da pandemia. Pacientes com até 30 anos estão sendo as vítimas mais relatadas com a doença.
Em março, já foram confirmados 21.252 novos casos da Covid-19 entre essa faixa etária Esse número assusta, uma vez que em fevereiro os casos chegaram a 9.947 pessoas contaminadas. As mortes cresceram 36% passando de 158 em fevereiro, para 215 em março.
O jovem Samuel Silva dos Santos, 24 anos, precisou ser intubado, o que de acordo com a mãe causou um choque enorme. Maria Cristina, mãe do rapaz contou que ele dizia que como era jovem, logo iria se recuperar e ficar bom.
A fisioterapeuta Samantha Rocha, do Hospital Regional de Santa Maria, contou que o atual cenário é bem diferente ao anterior. “Agente tinha mais internação de idoso, com doenças pré-existentes. Agora a população jovem está sendo internada”, diz a fisioterapeuta.
Samuel Silva dos Santos, citado acima trabalha com conserto de equipamento de informática. De acordo com a sua mãe o jovem sempre usava a máscara e evitava sair de casa. A mãe ainda conta que ele começou a tossir muito, ficou cerca de cinco dias assim e comprou por conta própria alguns remédios.
O rapaz deu entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no dia 11 de março. Cerca de uma semana depois seu quadro de saúde piorou e ele foi levado para um leito na UTI. Contudo, ele acabou sendo intubado e teve que ficar em coma induzido, devido a complicações pulmonares.

Relato de Samuel
Na última semana, o jovem recebeu alta da UTI e foi levado para um leito na enfermaria. Um médico gravou o relato do jovem.
“Eu dei bobeira. Não levei a sério e quase morri. Se eu não estivesse intubado a tempo eu teria morrido”, diz ele, falando com dificuldade, enquanto usa uma máscara de oxigênio.
A fisioterapeuta que acompanhou Samuel, informou que o caso dele foi uma exceção, uma vez que os pacientes não se recuperam tão rápido assim. “Quando a pessoa não consegue ser intubada rápido, pode evoluir para o óbito ou ficar dependente da ventilação por muito tempo”, diz a fisioterapeuta.
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